em qualquer lugar do mundo

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sábado, 30 de junho de 2012

Tão verdade



Atrás de todo homem de sucesso, existe uma mulher.
Que quebrou seu coração lá atrás.


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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vejo flores em você



Já me declarei tantas vezes a ela que nem encontro mais palavras pra fazer isso.
Só que eu tenho muito orgulho de tê-la ao meu lado sempre.
"Se for pra passar todos os outros dias das mães com você, eu posso perder esse", foi a promessa que eu fiz quando sacrifiquei um dia dela para garantir meu ingresso de volta ao interior. E cumpri.
Hoje posso vê-la quando eu quiser. E ela faz cada minuto dos meus dias valerem a pena.
Ninguém te ama como eu, mãe.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Custa?



Já cansei de eu estar errado em tudo.
Tudo.
Toda hora.
O tempo todo.
Até quando eu tô certo eu tô errado.
Qual o problema de me deixar ganhar um pouco, às vezes?
Qual o problema de dar carinho?
É isso que se espera de quem fala que me ama, não? Ou não? Ou tô errado nisso também?
Será que custa tanto assim reconhecer que eu acertei? 
Que meu conselho foi bom?
Custa seguir meu conselho às vezes?
Custa se dedicar a mim? Abrir mão de algumas coisas por mim? Se esforçar, lutar por mim?
Ou sou eu que tô exigindo demais?
Custa ver que eu fiz alguma coisa certa?
Precisa mesmo criticar tudo o que eu faço, da maneira como eu faço?
Será que precisa sempre encontrar defeito em alguma coisa?
Poxa!


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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Até cansar de bater




Eu fico preso a coisas que me fazem bem. É só por isso que ainda continuo preso a essas coisas. Mas eu sei que esse bem fui eu que criei. Não me faz mais tão bem quanto costumava fazer. Talvez seja pela memória.
Mas eu amor. E quem ama, você sabe, a gente não desiste. A gente quer estar junto, ficar pra sempre. Mas tem me passado pela cabeça esses dias que talvez isso seja só do meu lado. Do outro o desejo é outro.
Eu vejo eu fazendo tudo o que me pedem. Mesmo sabendo que, quando isso passar, não terei um retorno, isso não vai ser reconhecido. Mas faço minha parte. Cansado. Desprezado. Deixado de lado. Mas deixo. Mantenho assim. Só não sei se vou aguentar. Talvez não. Estou cansado. Cansado de cansado mesmo, de cansaço físico. É duro, viu? E eu que acreditei que poderia ganhar carinho... Será que fui eu que errei de acreditar na promessa? De novo, e de novo, e de novo e mais uma vez?


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terça-feira, 26 de junho de 2012

26.06



Hoje é uma das datas importantes do livro.

"Não soube explicar a ninguém o que tinha sido aquilo. Mas, naquela noite, quando cheguei em casa, senti minha mão formigando, doendo, ardendo. Nas costas dela, arranhado recentemente, estava marcado o número 26."

[ em qualquer lugar do mundo, texto Um sonho dentro de um sonho, 19º mês ]


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segunda-feira, 25 de junho de 2012

domingo, 24 de junho de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

O parafuso




Enviado pela minha tia.

Algumas vezes é um erro julgar o valor de uma atividade simplesmente pelo tempo utilizado para realizá-la...
Um bom exemplo é o caso do técnico em informática que foi chamado a consertar um computador gigantesco e extremadamente complexo... um computador que valia 12 milhões de dólares.
Sentado frente ao monitor, apertou umas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo a si mesmo e desligou o aparelho.
Tirou de seu bolso uma pequena chave de fenda e girou uma volta e meia a um minúsculo parafuso.
A seguir, religou o computador e verificou o seu perfeito funcionamento.
O presidente da companhia mostrou-se encantado e se dispos a pagar a conta imediatamente.
"Quanto é que lhe devo?" - peguntou.
"São mil dólares pelo serviço efetuado."
- Mil dólares? Mil dólares por uns momentos de trabalho? Mil dólares por apertar um simples parafusinho? Eu sei que meu computador custa 12 milhões de dólares, mas mil dólares é uma quantidade brutal!
"Efetuarei seu pagamento desde que me envie uma fatura detalhada que justifique a sua cobrança".
O técnico confirmou com a cabeça o pedido e se foi.
Na manhã seguinte, o presidente recebeu a fatura, a leu com cuidado, balançou a cabeça resolveu pagá-la no ato, sem pestanejar. A fatura dizia:

Detalhe dos serviços prestados
1. Apertar um parafuso.............................. 1 dólar
2. Saber qual parafuso apertar.................. 999 dólares


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quinta-feira, 21 de junho de 2012

In memoriam (3 anos)




Já se vão 3 anos sem seus sorrisos, sem meus sorrisos. Seu lugar continuar vazio. É verdade, vieram morar conosco outros da sua raça. Mas é bom que saiba que o que é seu continua guardado. E parece que todo mundo que vem aqui sabe que um dia existiu uma menininha que deu vida e alegria a esse lugar. Quando eu chegar no céu, ainda quero te encontrar. Espero que me reconheça, porque eu tô morrendo de saudade. Enquanto isso, obedece "São Francisco", foi ele quem cuidou de você e te carregou no colo quando fugiu do nosso alcance.

Fica com São Fancisco, menininha do Buno.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Metalinguagem X



Acho a língua portuguesa bem completa. Tem palavra pra quase tudo. Se não tem, importa (o que eu acho uma aberração). Mas tem dois casos que eu acho falhos:

1) A palavra AQUI, quando é objeto indireto, deveria receber uma crase.
Explico.
Fala-se: "venha à (a+a) nossa loja", "essa lembrança veio à (a+a) cabeça", "venho ao (a+o) encontro".
Mas fala-se: "venha aqui". E aí?
Sugiro que "venha a aqui" se transforme em "venha àqui".

2) Quem, quando substitui plural, deveria ter plural também.
Como no espanhol.
Fala-se: "Fulano e Cicrano, a quem devo minha vida...". Mas deveria ser "Fulano e Cicrano, a quens devo minha vida...". Ou "Quens são essas pessoas?" (¿Quienen son estas personas?).



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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Esse mundo não vale o mundo (20)




Parte 1 ] | [ Parte 2 ] | [ Parte 3 ] | [ Parte 4 ] | [ Parte 5 ] | [ Parte 6 ]
Parte 7 ] | [ Parte 8 ] | [ Parte 9 ] | [ Parte 10 ] | [ Parte 11 ] | [ Parte 12 ]
Parte 13 ] | [ Parte 14 ] | [ Parte 15 ] | [ Parte 16 ] | [ Parte 17 ] | [ Parte 18 ]
Parte 19 ]


Luiz Felipe Pondé, Folha de SP

Entro em sala de aula várias vezes na semana. Daí vem muito do que penso acerca dos modismos perniciosos que assolam o mundo da educação.

E daí também vem o fato de que, apesar de ser pessimista (nada tem de chique no pessimismo, apenas para quem não o conhece por dentro e o confunde com um estilo melancólico de se vestir), não desisto da vida e vou morar no bosque de "Walden" (ou algo semelhante), como fez o filósofo americano Thoreau no século 19.

Hoje vou comentar um caso específico de moda que em breve provavelmente vai destruir qualquer liberdade e espontaneidade na sala de aula: a "paranoia bullying".

Se atentarmos para o que o Ministério Público prepara como controle da vida escolar "interna", veremos, mais uma vez, a face do totalitarismo via hiperatividade do poder jurídico.

Ao invés de atacar o que deve ser atacado (o lixo que é a escola no Brasil, porque o Estado arrecada impostos como um dragão faminto, mas não dá nada em troca), o Estado e seu braço armado, o governo socialista que temos há décadas, que adora papos-furados como cotas raciais e bijuterias semelhantes, invade o espaço institucional do cotidiano escolar com sua vocação maior e eterna: o controle absoluto da vida nos seus detalhes mais íntimos.

E ninguém parece enxergar isso, muito menos a pedagogia e sua vocação, nos últimos anos, para livros bobos da moda e palestrantes de autoajuda.

Quando ouço alguma "autoridade pública em bullying", sinto que estou diante de um inquisidor, que, como todos, sempre se acha representantes do "bem".

Seria de bom uso dar aulas de história dos perfis psicológicos dos grandes inquisidores, como Torquemada e Bernard de Gui, para essas "autoridades públicas" em invasão da vida íntima das pessoas e das instituições. Eles descobririam sua ascendência direta do grande inquisidor de Dostoiévski ("Irmãos Karamazov").

Em breve, a melhor solução para o professor será a indiferença preventiva para com os alunos. Melhor uma aula burocrática e avaliações burocráticas do tipo "múltipla escolha" ou "diga se é falso ou verdadeiro", mesmo nas universidades, porque assim o aluno não poderá acusar o professor de "desumanidade" ao reprová-lo, ou pior, acusá-lo de bullying porque desconsiderou sua "cultura de ignorante", mas que "merece respeito assim como Shakespeare".

Os "recursos" contra reprovação logo se transformarão em processos contra "bullying intelectual". E os fascistas do controle jurídico da vida terão orgasmos.

Atitudes como estas destroem a autoridade da instituição, dos profissionais que nela trabalham e transformam todos em reféns da "máquina jurídica". O resultado é que família e escola perdem autonomia. O que este novo coronelismo não entende é que existe um risco inerente ao convívio escolar e que as autoridades imediatas, professores e coordenadores é que devem agir, e não polícia ou juízes.

Na minha vida como aluno em universidade tive duas experiências com dois professores que hoje poderiam ser enquadradas facilmente neste papinho de "tratamento desumano", mas que foram essenciais na minha vida profissional e pessoal.

A primeira, quando era um aluno da medicina na Universidade Federal da Bahia, ocorreu no dia em que perguntei a um professor como um paciente terminal via o fato de que ele ia em direção ao nada. Ele disse: "O senhor está na aula errada, deveria estar na aula de filosofia".

Isso, numa faculdade de medicina, significa mais ou menos que você não tem a natureza forte o bastante para encarar a vida como ela é.

A segunda, já na faculdade de filosofia da USP, aconteceu quando um professor me deu zero e disse para procurá-lo. Ao me ver, no meio da secretaria e na frente de vários funcionários e alunos, ele disparou: "Suas ideias são ótimas, seu português é um lixo".

Em vez de preparar a polícia para prender bandidos que assaltam casas e restaurantes aos montes, o governo prefere brincar com essas bijuterias, fingindo que cumpre sua função de garantir a segurança pública. Será que isso é medo de enfrentar os criminosos de verdade?


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domingo, 17 de junho de 2012

Por que os cães deixam a Terra antes?



Vi esse post no 9gag.

... uma criança perguntou.
Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um Irish Wolfhound de dez anos de idade chamado Belker. Os donos do Belker, Ron, sua esposa Lisa, e seu menino Shane, eram muito apegados a Belker, e estavam esperando por um milagre.
Eu examinei Belker e constatei que ele estava morrendo, por câncer. Eu avisei a família de que não poderia fazer nada por Belker, e sugeri fazermos a eutanásia em sua casa.
Assim que nos preparamos, Ron e Lisa disseram que seria bom para o Shane assistir ao procedimento. Eles sentiam que Shane poderia aprender alguma coisa com aquilo.
No dia seguinte, senti uma pontada no coração quando a família de Berkley ficou ao redor dele. O menino, Shade, aparentava estar bem calmo, acariciando o velhinho pela última vez. Até me questionei se ele estava mesmo entendendo o que estava se passando. Em alguns minutos, Berkley repousava tranquilamente em silêncio.
O menino pareceu aceitar a transição de Berkley sem nenhuma dificuldade ou confusão. Nós sentamos juntos por um tempo após a partida do cão, nos questionando por que as vidas dos cachorros são mais curtas que as nossas.
Shane, que ouvia quieto, respondeu "Eu sei".
Atônitos, nos viramos pra ele. O que saiu de sua boca em seguida me deixou sem palavras. Nunca havia ouvido uma explicação tão confortante. Aquilo mudou o jeito que eu encaro a vida.
Ele disse: "As pessoas nascem para aprender como se vive uma vida direita - como amar a todos o tempo todo e ser legal, certo?"
O garoto de 6 anos continuou: "Bem, os cachorros sabem como fazer isso, então eles não precisam ficar tanto tempo."



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sábado, 16 de junho de 2012

Sou só palavras



Tenho a impressão de que estou sempre no ponto de partida, de que estou o tempo todo apenas começando.
Por vezes tudo o que eu quero é fechar a porta do meu quarto e fugir do mundo que fica lá fora. Aqui dentro meus problemas se esvaem e eu posso por um minuto não me sentir tão mal quanto querem me fazer.
Como se eu soubesse a razão de por que ainda continuo vivo.
Como se eu soubesse os motivos por estarmos assim.
Talvez seja ou não seja amor. Pois procuro um equilíbrio que desaparece cada vez que nos falamos. O timbre da sua voz e o sorriso que percebo na sua fala quando me atende ao telefone tiram todas as minhas forças de querer que o mundo acabe logo e desejar que o tempo pare. Perco o desejo de fugir de você e sonho cada vez mais em construir uma vida ao seu lado.
Para fingirmos ser felizes nessa vida que não desejamos ter. Para lembrar dos nossos bons tempos e a saudade que nos trazem. Para segurar em sua mão como um plebeu e confessar que meus erros são tantos porque não sei amar, porque na verdade sou apenas palavras.
Sou apenas as nossas palavras.
Apenas palavras a esperar que o amanhã chega pela fresta dessa janela e que meus pensamentos sumam todos de uma vez. Porque não vale um mundo em que você exista apenas em minha memória. E deixar que o tempo mostre que um dia após o outro as coisas se tornam um pouco mais claras, já que nossa vida não é nem de perto o que planejamos ser.
Um momento eterno, um momento pra mim e pra você, um momento pra nós dois. Um momento que não seja apenas palavras.
E agora penso que o tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre em mim, porque me mudou de uma forma diferente e para sempre.
Você está cansada de tudo e eu não sei o que dizer. Não encontramos os motivos nem pra conversarmos a respeito. Talvez porque nós nunca conversamos a respeito. Estamos muito distantes de nós dois, e essa é a causa principal desse afastamento. E sinto que existe em nós esse medo de continuar. Gostaria de te abraçar forte e dizer que não é nada, que o tempo nunca passou e que nós ainda somos felizes como costumávamos ser.
Mas por enquanto posso apenas repetir que sou apenas palavras. É tudo o que sou.


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quinta-feira, 14 de junho de 2012



"Você vai perder tudo o que você ama, filho".
[ Visto por aí. ]


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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ou então não é amor



Pois saiba que a falta de amor é tão prejudicial quanto qualquer coisa.
Se você ama, você tem que demonstrar. Você tem que fazer a outra pessoa saber disso. Você tem que dizer o tempo inteiro, você tem que demonstrar o tempo inteiro, você tem que lembrá-la o tempo inteiro disso.
Dizer que ama não é igual andar de bicicleta. Você não diz uma vez e assume que a outra pessoa vai saber disso pra sempre. Ela vai, mas ela precisa ser lembrada disso.
Cansa? Não. Se você se cansa de lembrar a outra pessoa de que você a ama, se você se cansa e se aborrece de ter que ficar inventando formas de dizer como ama, você não ama. Porque o amor não é isso. O amor é isso de querer ficar perto, de querer a outra pessoa se sentindo bem.
Se você ama, você tem que ser carinhoso. Tem que dar carinho o tempo inteiro. Uma mensagem de madrugada, uma ligação fora de hora, qualquer romantismo serve. Se você não faz isso, por que espera que a outra pessoa lhe dê carinho? Você recebe o que você dá. Se você não dá carinho e exige carinho... Fica difícil, né?
Se você ama, dê o braço a torcer, corra atrás, se dedique, não finja não estar interessado (pelo contrário, mostre o tempo todo o quanto você se preocupa e se interessa). Todo mundo gosta de se sentir amado e querido. Por que você não faria a pessoa que você ama se sentir amada? Só se você não a ama.
Ceder não significa estar certo. Significa exatamente o contrário: é você aceitar estar errado, é aceitar perder. Quando se ama se faz esse sacrifício. Faz parte do pacote de dedicação. Dedique-se, esforce-se. Senão, não é amor.
Entre no mundo do seu amor. Não espere que ele faça tudo. Dedique-se também. Ele é nerd? Aprenda as nerdices dele. Ela é advogada? Aprenda uns termos da área.
Elogie, elogie muito. Elogie cada centímetro dele, cada pequena qualidade. Ele acertou? Agrade. Elogie. Reconheça.
Por que não? Qual o mal nisso? Se você não faz, só posso pensar que você não ama. Se você não quer que o outro saiba que você o ama, se você não quer elogiá-lo, só posso entender que não existe amor.
Se você não criar um ambiente de amor, como espera que o amor floresça?


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terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz dia dos namorados, meu amor



É dia dos namorados, meu amor.
É claro que eu queria estar com você.
Você gostaria de estar comigo?
Eu tenho que perguntar, porque você não me fala nada. Você não faz o tipo carinhosa, daquelas que vêm toda manhosa se enroscar em mim, que me liga sem avisar, só porque tá com saudade, ou vem me ver sem eu saber. Você não vem me ver nunca, aliás.
Você tem esse péssimo hábito de achar que eu posso adivinhar tudo, que você não precisa falar nem demonstrar nada. E isso foi uma das causas principais por não estarmos juntos hoje.
Você era minha namorada sem ser minha namorada, não foi minha amiga, não foi minha companheira.
Se me perguntar por que eu te deixei, saiba que não fui eu. Foi você quem me deixou. Me deixou na mão quando eu mais precisei. Como eu mesmo tinha dito que aconteceria.
Mas eu te amo, e teimei em continuar com você. É um preço que se paga.
E se eu tenho medo de falar tudo isso? Não. Você nunca vem aqui me ler. Faz parte do seu pacote de desinteresse por mim.


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domingo, 10 de junho de 2012

E aí?



Dessa vez eu tô fazendo tudo o que tenho que fazer.
Tô indo atrás do que eu quero, tô insistindo. Mesmo estando errado, tô indo atrás. Tô correndo.
Tô mandando mensagem, ligando, indo na casa dela, mando email, escrevo textos...
Por que não tá dando certo?


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sábado, 9 de junho de 2012

Que saudade, amor




Tenho saudade, meu amor.
Persigo um sonho, desses quase improváveis de acontecer.
E você continua fugindo de mim. Cada vez mais longe de mim.
Mas eu te digo: quem muito foge, uma hora consegue ir embora.
E eu não vou ficar a vida inteira correndo atrás de você.
Eu vou, sim, ficar a vida inteira amando você.
Mas te perseguindo, e tentando te conquistar como se fosse a primeira vez, me desculpe, isso não posso fazer.
Posso te conquistar todo dia, isso farei.
Mas não vou te convencer a ficar.
Se não quiser, sinto muito, meu amor, vou ter que apenas assisti-la indo embora.


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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Errado!



Você não é um corpo. Você não tem uma alma.
Você é uma alma. Você tem um corpo.


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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Corri.



22h37min
Tu embarcarias às 23h, o que significava 23min para chegar no aeroporto e me despedir. De carro demoraria 10min se não houvesse trânsito, caso contrário: 30min. Mas, por motivos maiores, talvez não conseguisse um carro a tempo. Muito arriscado. A pé levaria 40min. Se eu corresse, chegaria em 20min. Era a única chance. 

22h 39min
A última chance.

Corri. Corri desesperadamente antes que fosse tarde demais. Se pelo menos não tivesse gastado tanto tempo questionando se tu eras, deveras, importante o suficiente para eu te ver novamente, teria tempo de sobra para uma última declaração. "A mais belíssima de todas" - pensei, enquanto tudo à minha volta parecia correr tão rápido quanto eu. 

22h48min
Já estava na metade do caminho. Se eu tivesse sorte ganharia um bônus de 2min para falar tudo que estava entalado.
A rua estava um tanto escura e, por conta da noite fria, meus membros começavam a congelar. Você sabe, sempre fui muito sensível ao calor ou ao frio extremo. A neve só fazia questão de piorar, e começara a sentir meus olhos lacrimejarem por conta de tanto vento batendo com mais força que o usual.

Mas essa história vocês já conhecem. Os mocinhos acabam sempre se encontrando no final. Eu sorri, e chorei. Sorri por ter essa chance, e chorei por ela ser a última.

22h58min
Finalmente chegara no aeroporto. Minhas pernas quase não respondiam aos meus comandos, e minhas mãos já não davam sinal de vida.
Ergui os olhos a fim de procurar meu amado, mas aquele lugar parecia muito maior e mais lotado. Era o fim. Nunca o encontraria ali.
Ainda assim, corri até a agência que o embarcaria, e disseram estarem prestes a decolar. Pensei em questionar o adiantamento, mas minhas pernas fizeram o contrário: correram o mais rápido que puderam até a plataforma de embarque (ou seja lá como é o nome daquilo). Por sorte o local era aberto e, por mais sorte ainda, ele estava lá! Numa fila a caminho da entrada do avião.
"Gatinho!" - eu gritei.
A princípio ele ficou meio atônito, procurando por quem gritara. E, finalmente, nossos olhos se encontraram.
"Eu te amo!" - gritei, aos prantos.
Ele sorriu. Virou-se para a entrada. Entrou.
"Adeus, gatinho." - pensei.

23h01min
"Nova mensagem" - meu celular alertava.
"Vem comigo, amor. O próximo voo sai às 23h30."



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terça-feira, 5 de junho de 2012

Esse mundo não vale o mundo (19)



Parte 1 ] | [ Parte 2 ] | [ Parte 3 ] | [ Parte 4 ] | [ Parte 5 ] | [ Parte 6 ]
Parte 7 ] | [ Parte 8 ] | [ Parte 9 ] | [ Parte 10 ] | [ Parte 11 ] | [ Parte 12 ]
Parte 13 ] | [ Parte 14 ] | [ Parte 15 ] | [ Parte 16 ] | [ Parte 17 ] | [ Parte 18 ]

Mas poderia ser "A vaca já foi pro brejo", dos mestres Tião Carreiro e Pardinho. Algumas décadas atrás.

Mundo velho está perdido
Já não endereita mais
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fim
Já estou vendo sinais
Metade da mocidade estão virando marginais

É um bando de serpente
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás

Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestação
Para o filho passear
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar

Ouvi um filho dizer
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar

O filho parece rei
Filha parece rainha
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a boca
Coitada fica quietinha
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha

Cantando agora eu falo
Terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha

Pra ver a filha formada
Um grande amigo meu
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formou
Foi só desgosto que deu
Ela disse assim pro pai: "quem vai embora sou eu"
Pobre pai banhado em pranto
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu

Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pau
Eu mato e não apedrejo
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
Estamos no fim do respeito
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo


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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Não é uma questão de ser ideal ou não, é que a gente não consegue ficar longe



Eu sei, talvez eu não seja o homem ideal pra você.
Trouxe flores, sei que você gosta. Sorria dessa vez. Toda vez que eu te dou flores você não fala nada. Me deixe saber que você gostou.
Eu sei que meu ciúme atrapalha, mas que homem não fica com medo quando encontra um tesouro difícil de encontrar?
Me fala alguma coisa bonita, agora. Eu também gosto de me sentir valorizado. Você nunca fala.
Eu sei, minha possessão atrapalha. E você reclama que não tem vida social.
Mas vê se vem me ver, qualquer dia desses. Faz quase um ano que a gente não sai à noite aqui onde eu moro.
As baladinhas pararam, né? Eu sei. E quanto tempo faz que nem vamos ao cinema?
Eu sou meio grosso e estúpido mesmo, eu sei.
Me mostra as cartas de amor que você nunca escreve, que você nunca envia.
Eu sei, talvez eu não seja o homem ideal pra você.
Então por que você insiste tanto pra eu te aceitar como você é e não procura alguém ideal pra você?
Me deixe aqui, não tem problema. Você também não é perfeita, mas eu te amo. E esse amor me faz cego pros seus defeitos. É assim que você se torna a mulher ideal pra mim.
Eu te elogio muito, eu sei.
Não é mentira.
Que tal retribuir agora? :)


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domingo, 3 de junho de 2012

(N)OIT(O)



OITO ~ NOITE (português)
EIGHT ~ NIGHT (inglês)
OCHO ~ NOCHE (espanhol)
HUIT ~ NUIT (francês)
OTTO ~ NOTTE (italiano)
OCTO ~ NOCTE (latim)
ACHT ~ NACHT (alemão)
OK ~ NOKTO (esperanto)
ACHT ~ NACHTS (holandês)
OCHT ~ OÍCHE (irlandês)
OPT ~ NOAPTE (romeno)

Igualmente a palavra nahts (noite) é parte do vocabulário básico que achamos em muitas línguas indo-européias: hitita nekut, sânscrito nakt, grego nyks, albanês nate, latim nox, irlandês in-nocht, lituano naktis, eslavo eclesiástico nosti. (wikipedia)

Inglês
Night
africânder
Nag
Dinamarquês
Nat
Neerlandês
Nacht
Feroés
Nátt
Alemão
Nacht
Gótico
Nahts
Islandês
Nótt
Escocês
Nicht
Sueco
Natt
Nynorsk
Natt
Yidish
נאַכט (Naḫt)
O infinito é representado pelo lemniscus (forma que pode ser encontrada pela função Lemnicasta de Bernoulli).
Lemniscus, do latim, fita.
Infinita como a fita de Möbius.

É coincidência demais pra ser só coincidência.


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sábado, 2 de junho de 2012

Esse mundo não vale o mundo (18)



Parte 1 ] | [ Parte 2 ] | [ Parte 3 ] | [ Parte 4 ] | [ Parte 5 ] | [ Parte 6 ]
Parte 7 ] | [ Parte 8 ] | [ Parte 9 ] | [ Parte 10 ] | [ Parte 11 ] | [ Parte 12 ]
Parte 13 ] | [ Parte 14 ] | [ Parte 15 ] | [ Parte 16 ] | [ Parte 17 ]

Mas poderia ser "Simbiose" ou "Mutualismo".

No mundo animal existe um negócio chamado simbiose.
Exemplo: quando um jacaré termina sua refeição, ele fica parado, na terra, com a boca aberta, para que um pássaro-palito entre nela e retire dali sanguessugas e restos de comida. Assim, ambos são beneficiados: o jacaré tem os parasitas e os restos retirados, que poderiam prejudicá-lo, e o pássaro faz seu almoço.
O jacaré filhote, não apenas por instinto, mas também por assistir sua mãe fazê-lo, aprende a fazer o mesmo.
Os jacarés sabem que, se eles forem sacanas, e, ao invés de abrirem a boca para o pássaro depois das refeições, fazê-los antes de comer, para que o pássaro venha até sua boca, e comer o pássaro, outros pássaros deixarão de visitar suas bocas e, pior, uma hora vai faltar pássaro, eles vão ter que voltar à dieta normal e nenhum pássaro vai querer comer os restos de comida. Assim, toda a população de jacarés será prejudicada.
Mas isso é no reino animal. Isso é com animais "irracionais".
Se fosse com humanos:
- o jacaré enganaria a presa e comeria o pássaro, achando que estaria tirando máximo proveito; ou
- o jacaré enganaria o pássaro, e almoçaria o pássaro;
- o jacaré acharia que, comendo pássaros, ele não poderia ser prejudicado, já que "come o pássaro só de boa";
- o jacaré acharia que, comendo o pássaro, não estaria prejudicando toda a população de jacarés, pelo contrário, estaria garantindo sua sobrevivência;
- o pássaro deixaria de visitar a boca do jacaré (de todos os jacarés), com medo de ser comido;
- o pássaro morreria de fome; ou
- o pássaro encontraria outra fonte de comida;
- o jacaré perderia seu "lixeiro" e contrairia muitas doenças;
- o jacaré colocaria a culpa de suas desgraças nos pássaros.

Moral da história: acho que você entendeu.


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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Por que azul para meninos e rosa para meninas?



Original aqui.


A associação é tão comum que nem parece precisar de explicação, mas nem sempre meninos vestiram azul e meninas vestiram rosa. Segundo o livro Dictionary Of Omens and Supersticions (“Dicionário de Agouros e Supertições”, sem tradução em português), o costume já existia na era pré-cristã, quando se acreditava que algumas cores podiam expulsar os espíritos nefastos que rondavam os recém-nascidos. Como bebês do sexo masculino eram mais valiosos, passaram a ser vestidos com roupas azuis, cor associada aos espíritos do bem (por ser a mesma do céu). As meninas, quando recebiam alguma atenção, ganhavam roupas pretas, cor-símbolo da fertilidade na cultura oriental, de onde possivelmente veio a crença nos espíritos.
Foi só no século 19 que o rosa ganhou alguma ligação com a feminilidade, influenciado por uma lenda européia que diz que as meninas nascem de rosas e os meninos de repolhos azuis. Esse padrão, no entanto, não se disseminou por todo o mundo. Por um bom tempo, na França, as meninas se vestiam de azul, por causa da tradição católica, que associa a cor à pureza da Virgem Maria.


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