Luke quer se jogar na frente do metrô.
Descobriu que sua mulher, Lauren, o está traindo.
O outro é um amigo dela.
Se Luke se jogar, o metrô vai parar e atrasar a viagem de muita gente.
Entre eles, Jamie, que está indo para uma entrevista de emprego.
Jamie está vindo de uma cidade do interior da Inglaterra.
Está em Londres pela primeira vez.
Sua mãe está doente.
Não tem dinheiro para pagar o tratamento.
Jamie quer trabalhar para ajudá-la.
Luke não sabe, claro.
Charlotte, mãe de Jamie, é viúva.
Seu marido era pescador.
Após a morte dele, ela assumiu a pescaria.
Pegou uma doença no mar.
E agora não tem dinheiro para pagar o tratamento.
Taylor, o médico da cidadezinha, vem de Londres.
Seu irmão mais novo, Conor, é paramédico no metrô londrino.
Se Sam se jogar, Taylor será deslocado para atendê-lo.
Sem muito o que fazer, Taylor será chamado para a palavra final.
Não estando na cidade, Taylor não poderá atender Charlotte.
Por causa da paralização do trem, Jamie vai se atrasar prá entrevista e perderá a chance de se empregar.
Tudo isso porque Lauren não aguentava mais o desinteresse de Luke por ela.
Um erro não justifica o outro.
Mas se tivesse falado com Luke, ele talvez tivesse melhorado, talvez estivesse vivo.
Jamie teria chegado ao emprego.
Conor não seria deslocado.
Taylor atenderia Charlotte.
Jamie pagaria Taylor.
Lauren e Sam estaria juntos.
E há quem diga que diálogo não é importante num relacionamento.
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Sempre, e em todo lugar, palavras são proferidas, rearranjadas de tal forma que tornam único cada momento. Estas eu agrupei para que você fuja da realidade por uns instantes.