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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Por que sentimos saudade?



Publicado aqui, pela Super Interessante.

Embora há quem afirme que "saudade" é uma palavra portuguesa intraduzível para outras línguas, o fato é que ela é um sentimento universal. De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari, saudade é um sentimento que faz parte da natureza humana, que se manifesta em algum momento da vida e está relacionada a pessoas, fatos ou situações vivenciadas no passado. A saudade pode ter um significado positivo ou negativo. "Ela pode ser boa, quando nos lembramos de bons momentos que ficaram para trás, como o carinho que nos foi dado por uma determinada pessoa, o primeiro namorado, o banho de chuva na praia, os amigos, a casa em que moramos. Mas, para outras pessoas, esses mesmos acontecimentos podem ser negativos e até gerar sofrimento quando relembrados", diz Olga. Há pessoas que sofrem com a saudade por se prender ao passado a ponto de paralisar suas vidas atuais. Em geral, isso ocorre porque elas não aceitam a realidade atual, porque foram felizes no passado e não o conseguem ser agora ou porque não se sentem capazes de recuperar algo ou alguém perdido e que faz muita falta. O sofrimento aqui se deve ao fato de elas se culparem pela perda. "Para acabar com o sofrimento, o melhor a fazer é parar de se lamentar, procurar eximir-se da culpa e buscar maneiras de melhorar o seu presente para que o sofrimento atual, em breve, possa se tornar apenas uma vaga lembrança", diz Olga.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apaixonite



Há muito tempo já que você vive em meus pensamentos. E não é como era antes. Agora você ocupa todo o meu dia porque sabe se fazer especial em cada momento da minha vida.
Você está comigo, e eu te sinto comigo, já na hora em que levanto. E é tão bom sonhar com você, um sonho bom, sabendo que a realidade será tão boa como o sonho. É nessa hora que confundo o que é real e o que não é. E chego a colocar em dúvida sua existência em minha vida. Porque eu sempre vi por aí, e sempre ouvi falar, que esse tipo de coisa não existe entre os mortais, que esse tipo de gente é ilusão, é conto de fadas.
Só o simples ato de pensar em você já muda meu rosto. Por mais que esteja chovendo, consigo sorrir. Lembro de seu lindo rosto, e sua mão macia em mim, e não tem como sorrir igual um bobo na rua, ou em qualquer lugar em que eu esteja.
Parece exagero pra quem lê. Mas não é.
Eu fico sem palavras, eu perco o chão. Eu tento desenhar, escrever, te mostrar, te fazer ver. Será que você pensa assim? Será que você senta metade da metade do que eu sinto por você?
Será que eu sou pra você tao importante quanto você é pra mim?
E será, por fim, que você é tão apaixonada por mim quanto eu sou por você?
Se você respondeu que sim a essas perguntas, mesmo que só um pouquinho, responda sim só pra mais essa: quer ficar comigo no dia de hoje e em todos os outros dias de nossas vidas?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

De volta prá casa do Pai



Quando meu amor foi interrompido forçadamente em 21 de junho de 2009, eu já sabia que são poucas as pessoas no mundo que entendem a diferença entre "sentir amor por um animal" e "sentir amor". Não me sinto mal de falar que eu era apaixonado por aquela cachorrinha, não tenho medo de ser mal interpretado. A maioria das pessoas que não sentem como eu, algum dia de suas vidas morreram por dentro e agora são incapazes de entender isso. Sinto pena delas. Não sabem o que estão perdendo.
Desde aquela época eu sabia que não teria com quem falar a respeito, e as únicas pessoas que poderiam me ajudar estavam tão abaladas quanto eu. Escolhi não correr o risco de acabar com o mundo de todo mundo de uma vez e me virei sozinho. Guardei pra mim toda a mágoa e a tristeza e me pus a escrever. Comecei mandando recados que só eu leria - tática que eu já conhecia bem, pois foi assim que esse blog começou, e o motivo por ele ter sido criado, e que funcionou tão bem - e quando vi já estava entendendo a dor e conseguindo domá-la. Aos poucos fui entendendo tudo o que eu estava sentindo, e aprendi a dar nome a cada sentimento. Aprendi a canalizar as lembranças e os sentimentos. Assim aprendi muito sobre a vida, sobre o que tinha acontecido, e tudo isso me aliviou muito. Eu já não sentia mais tanta tristeza, mas sim um alívio por ter sido abençoado a passar anos com ela e ter sido o escolhido por Deus pra tomar conta dela. Em contrapartida, ela me ensinou muito sobre o mundo, a vida, as pessoas, os animais, os céus. E eu só percebi isso depois de olhar pra dentro de mim e refletir sobre tudo o que estava se passando.
Ontem, o avô de alguém muito especial pra mim tomou seu lugar junto das outras estrelas. Não acredito que seja uma ironia que ele tenha ido embora justamente no dia dos pais. Acredito, sim, que Deus tenha um motivo muito bom pra ter escolhido esse dia e, assim como aconteceu comigo, a família só vai entender daqui a algum tempo, quando olharem pra dentro, a poeira abaixar e se puserem a pensar quem era este senhor e qual foi sua missão na Terra.
Eu sinceramente não tive coragem de entrar na sala onde ele estava repousado para homenagens. Não me sinto bem. Quando um amigo se foi em 2003 nem fui visitar sua última cama. Preferi orar sozinho.
Quando ela saiu de lá de dentro da sala, esse alguém especial, estava com os olhos vermelhos, mas não chorava. Quando veio até mim falava pouco e não me olhava nos olhos. Chamei-a pra ir pra fora e perguntei se ela tinha chorado. Ela se espantou e quis saber como eu sabia. Eu só falei que percebi. Ela agora vai perceber o que eu aprendi quando escrevi "Quem tem esses traumas, quase sempre provocados por excesso de amor, consegue perceber nas outras pessoas." Eu tive esse trauma, provocado por excesso de amor, e agora consigo perceber nas outras pessoas.
Eu sempre soube que era muito bom em consolar as pessoas. Mas dessa vez foi diferente. Foi especial. Eu me senti especial. Porque por alguns minutos percebi que não era eu falando. Percebi que as palavras que eu pronunciava eram de coisas e constatações que eu não tinha antes de 2 anos atrás. Percebi que eu usava as mesmas palavras que me consolaram naqueles dias. Era ela, eu tinha certeza. Era aquela estrelinha focinhuda lá em cima que estava soprando pra mim as palavras que ela tinha me feito aprender depois de ir embora, depois de chegar no céu. Eu sabia, eu sempre soube que ela tinha se tornado um anjinho. E eu tenho certeza que ontem, sob a luz do luar mais forte do mês, sob um céu com poucas estrelas, igual o céu da noite do dia em que ela foi encontrar São Francisco, era ela lá em cima, era ela ali comigo, era ela me dando forças pra não chorar, pra não derramar lágrimas. Porque quem me ouvia estava fraca, fraca demais, e tudo que ela menos precisava era que eu, seu porto seguro, como ela me chama, desabasse em frente a ela.
Ontem eu percebi que ela não está mais comigo só in memoriam. Mas que ela está comigo in spiritus. E esse sopro me fez forte pra consolar outra alma que estava com o coração partido da mesma força que eu estava. E eu estava ajudando a consertá-lo, com palavras sopradas por esse espírito por quem meu coração se quebrou. Mas agora já curado porque percebi tudo o que percebi nos meses que se sucederam à sua partida. E espero que assim eu tenha conseguido dar os primeiros pontos de sutura para que aquele que batia apertado encostado no meu também se consertasse logo.
Eu sempre soube que um coração machucado sabe reconhecer o outro.

Fica com São Fancisco, menininha do Buno. Bigado pela lambida.

Seo Antônio, vá em paz. Aqui tem muita gente que vai te manter vivo por essa vida e outras que virão.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Confesso que tenho medo



O tempo está passando rápido demais, e isso não é bom. Não é bom mesmo.
Quando se vê já é sexta-feira. Eu olho pra semana e vejo que não aproveitei tudo o que podia. Passa o fim de semana e eu vejo que valeu a pena ter voltado, mas chega a segunda-feira e o fim de semana voou e eu nem percebi.
Janeiro foi esses dias, e 2009 parece que acabou de acabar. Já é Agosto, fim de Agosto, e o gosto que fica na boca é amargo. É ruim demais ver o tempo voar tão rápido e eu não poder fazer nada. Nada.
Estou envelhecendo e minha juventude não vai durar pra sempre. Nem a das pessoas que eu mais amo.
Se não sentir que estou evoluindo, um pouquinho por dia, sinto que estou perdendo tempo. E nunca, nunca devemos matar o tempo.
Hoje eu sou o mais velho que jamais fui. E tão jovem como nunca mais serei.
Queria segurar os minutos, pedir pra passarem mais devagar. Pedir prás horas passarem mais devagar. Que pressa é essa de tudo acabar logo? Que ideia absurda é essa de que estaremos aqui pra sempre? O tempo é limitado, não temos a eternidade. E pra quem não tem a eternidade, "depois" é muito tempo. Não quero esperar, não quero essa morosidade. Quero tudo agora, já. Quanto antes melhor.
Maior dor do que saber que não vou viver pra errar e viver tudo o que preciso, é saber que não há nada que eu possa fazer pra recuperar o tempo que voa sem esperar ninguém.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dois alguéns




Um cara e uma menina podem ser só amigos.
Mas mais cedo ou mais tarde eles vão se apaixonar um pelo outro.
Sem nunca confessar.
Talvez temporariamente.
Talvez não no tempo certo.
Talvez tarde demais.
Talvez pra sempre.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aprendi com a maturidade



1. Parte das obrigações do melhor amigo deveria ser limpar imediatamente o histórico do seu computador quando você morrer.

2. Nada é mais constrangedor do que aquele momento em que você percebe que está errado durante uma argumentação.

3. Eu me orgulho de todos os momentos em que eu não quis dormir quando eu era jovem.

4. Uma fonte de sarcarmos é absolutamente necessária.

5. Como faz pra dobrar uma folha amassada?

6. Aprender letra de mão era mesmo necessário?

7. Mapas de busca ao tesouro deveriam começar no quinto item. Tenho certeza que eu sei sair do meu bairro.

8. Obituários seriam bem mais interessantes se eles dissessem como a pessoa morreu.

9. Não consigo me lembrar da última vez em que eu não estive nem um pouco cansado.

10. Péssimas decisões geram ótimas histórias.

11. Você nunca sabe quando vai acontecer, mas tem um momento durante o trabalho quando você sabe que simplesmente não vai produzir nada o resto do dia.

12. Podemos ignorar tudo que veio depois do DVD? Não quero recomeçar minha coleção... de novo.

13. Eu fico preocupado quando fecho o Word e ele pergunta se eu quero salvar as alterações no meu trabalho de 10 páginas técnicas em que eu juro que não fiz nenhuma alteração.

14. "Não lave nem seque na máquina" significa que eu nunca vou lavar esta peça.

15. Eu odeio quando perco uma ligação no último toque (Alô? Alô? P***a!), e quando imediatamente ligo de volta, ele toca nove vezes e vai prá caixa postal. O que você fez depois que eu não atendi? Largou o telefone e saiu correndo?

16. Eu detesto arrumar a casa e deixa-la toda arrumada e ninguém importante vir me visitar o dia inteiro. É um desperdício.

17. Mantenho os telefones de algumas pessoas na minha agenda para que eu não as atenda quando me ligarem.

18. Eu acho que um freezer merece uma lâmpada também.

20. O Google Maps deveria ter uma opção "evitar guetos".

21. Às vezes eu assisto filmes que eu vi quando era mais novo e percebo que eu não fazia ideia do que estava acontecendo na primeira vez em que o vi.

22. Eu prefiro carregar 10 sacolas supercarregadas de compras do que fazer duas viagens.

23. Eu tenho muita dificuldade em diferenciar ociosidade e fome.

24. Quantas vezes é aceitável perguntar "o quê?" antes de balançar a cabeça e concordar sem entender ou ouvir o que diziam?

25. Eu amo o senso de camaradagem quando uma fila inteira de carros se une pra evitar que um idiota corte todo mundo lá na frente. Muita fé, irmãos e irmãs!

26. Camisetas ficam sujas. Cuecas ficam sujas. Mas calças não. Calças você pode usar infinitamente.

27. Sou só eu ou a molecada fica mais idiota a cada ano?

28. Não tem sensação pior do que aquele milésimo de segundo quando você acha que vai morrer quando inclina sua cadeira pra trás mais do que deveria.

29. Como motorista eu detesto pedestres, e como pedestre eu detesto motoristas. Mas não importa o meio de transporte, eu odeio folgados.

30. Às vezes eu olho 3 vezes consecutivas pro meu relógio e ainda não sei que horas são.

31. Em condições normais, todo mundo tem problemas em encontrar a chave no bolso, o celular e pregar o rabo no burro, mas eu aposto que todo mundo consegue encontrar e apertar o botão de soneca a 3 metros de distância, em 1.7 segundos, de olhos fechados, de primeira, toda vez!

32. Prestar atenção é fundamental. Você nem reparou que nesta lista não tem o número 19.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Com amor



Você, que sempre me falava dos seus rolos atrapalhados, dos carinhas que nunca te davam bola, e da dor da solidão, do descaso, de ser ignorada, nunca teve sequer a decência de falar um nome pra mim. Me elogiava, vivia repetindo que eu era diferente, que era um dos únicos que você admirava e todo aquele blablabla em que eu acreditei, mas "esqueceu" de mim na sua comemoração. Vinha me pedir conselho, ajuda, pedia textos. Você foi muito egoísta, sabia? Não fui eu que fui idiota de cair nas suas brincadeirinhas. Eu caí foi no seu egoísmo. Eu acreditei que você era alguém e por fim descobri que pra você eu era ninguém. Não estou aqui mais te desejando felicidade nem fracasso. Mas se por acaso você vier a se dar mal na vida, eu vou é achar bom. Eu te chamei de amiga, eu te imaginei comigo. Indecente.

A você que me jurava todas aquelas coisas. Você com quem eu dividi toda a minha adolescência, que dizia estar comigo, e me chamava pra sair com você, que dizia que estaríamos juntos sempre mais uma vez, obrigado pelas mentiras. Obrigado por usar o carinho e a confiança que eu tinha por você pra se aproximar de quem você queria mesmo, que não era eu. Alguém que eu chamei de amigo. Hoje vejo como você é ridícula. E tudo que eu suspeitava do seu novo "namoradinho" se concretizou. Você é outra a quem eu não desejo nenhum tipo de felicidade na vida. E se vier a fracassar eu vou morrer muito feliz.

Você que me procurava sempre pra pedir ajuda, conselho sobre o amor, a quem eu dediquei algumas madrugadas em claro conversando, e num dia, numa noite, chorando, totalmente desiludida, me viu chegando até você oferecendo ajuda, num dia, numa noite sumiu. Nem me deu satisfação. A satisfação que deu foi não responder às mensagens, às ligações. Foi se enfiar em outro estado com seu "grande" amor, e voltou com o rabo por entre as pernas. Eu achei foi pouco. E se tivesse vindo me procurar, ai de você! Eu te daria uma razão pra chorar. Eu te chamei de amiga. Como pôde?

E você, que chorou por mim, chorou muito, só porque fui embora, só porque escolhi não te enganar. Em 3 meses fui melhor do que o "grande amor da sua vida" foi em 2 anos. E olha que eu não fiz nenhuma das coisas erradas que ele fez... Eu fui sincero. E se "naquela época" eu seria o "homem da sua vida" por que você não fez de mim o homem da sua vida? Se quer saber, você também poderia ter sido. Mas dada a forma como me trata hoje, não me sentiria mal de te ver definhando nos braços de outras joias falsas.

Por toda a minha vida aprendi que nutrir carinho por alguém é muito mais importante do que a raiva. Foi o que eu fiz mesmo quando esse carinho não era correspondido e, na maioria das vezes, ignorado. Em muitas ocasiões, este carinho foi usado apenas como massagem para o ego. Eu, até infantilmente demais, insistia no erro. Muitas vezes dei valor até demais a quem não me retribuía esse valor.
Vocês, responsáveis por hoje eu ter tanto asco de vocês, leiam estas palavras. E saibam que vocês são as responsáveis por tudo isso. Não sou eu. A minha parte eu fiz. Mas vocês não foram decentes o suficiente pra perceber. Espero que a vida lhes retribua o que fizeram comigo.