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quinta-feira, 28 de julho de 2011

28.05.09



Então é assim que termina?
Sempre me perguntei se te teria de novo. Eu quis, eu tentei, eu consegui. E agora me vejo sem nada. Vejo que fui perdendo um pouco por vez, nos últimos três meses. Não importavam as tentativas, todos os planos falhos. Nada era suficiente pra nos reaproximar. E agora é uma separação definitiva, daquelas de perder o contato, e você virar pra mim só uma boa lembrança, alguém de quem falo com saudade pros meus amigos. Sempre trabalhei com a ideia de que poderia não virar nada, mas só pra me convencer de que o caminho falho também era possível. Nunca aceitei de verdade que eu não pudesse conseguir.
Não acho que seja a hora de encontrar culpados. Mas você já parou pra pensar que um diálogo, uma conversa sem pressa de acabar, poderia ter mudado muita coisa entre a gente? Será que não era agora a hora de você abrir um espacinho nessa casca que você criou pra deixar outras pessoas te mostrarem o quanto gostam de você, pra você se dar uma oportunidade, pelo menos tentar?
Eu nunca confio em ninguém, e mesmo assim me dei uma chance de confiar cegamente em você. Você sabe disso. Não me arrependo, se quer saber. Ainda acredito nas coisas que você me fala e me falou. Você tem direito de estar tão nervosa, agora. Mas não me surpreende que queira se fechar no seu mundo, porque é o que você faz sempre e o que fez mesmo quando estávamos bem.
Dá uma chance pra você, só uma pra mim. Vamos conversar sábado.
Essa despedida não reflete o que você é pra mim e o que foi esse um ano e meio de convivência com você.
Faz um ano que tô perdendo as pessoas que mais gosto daqui. Não quero perder a única que tem um valor tão grande pra mim.
C. A.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

02.05.09



Não gosto de ficar mandando recadinhos indiretos, e não caberia agora um texto pra mandar palavras pra você. Por aqui você sabe que é com você que estou falando e que é tudo verdade.
Tudo bem você falar por você só, mas, por favor, de novo, não coloca palavras na minha boca. Eu nunca menti pra você, por que faria isso agora?
Eu acreditei em você, em tudo que você me disse. Eu arrisquei confiar em você. Na verdade não me arrependo de ter confiado. Queria te entender, queria saber onde foram parar as suas promessas, o que aconteceu com o "estou apaixonada por você", e se você ainda é louca por mim. Queria voltar, sabe? Fico lembrando toda hora da primeira vez que a gente ficou, da sua cara de alegria, e da felicidade daquela hora, e das semanas que sucederam aquele dia. Eu tava adorando ficar com você. Tava adorando tudo aquilo. Nem tive a chance de provar que estabilizaria pra melhor.
O que aconteceu? Por que você nem fala mais comigo? Por que não me explica o que está acontecendo, por que está sumindo assim? O que eu fiz de tão errado pra você fazer isso comigo?
A gente tava começando a construir uma coisinha tão legal. Você sabe que a gente poderia ter ido tão longe... Você sabe da emoção que eu posso te dar, e eu senti a felicidade que você pode me dar. Por que destruir tudo assim, de repente? Você poderia pelo menos me explicar o que aconteceu, se o problema sou eu. Daqui uns anos a gente pode se encontrar de novo, e dessa vez eu posso ter a chance de não falhar com você. Você poderia pelo menos me falar que não tem mais ninguém na jogada, que é uma fase ruim por que você tá passando, e logo volta pra gente ser feliz do jeito que a gente sabe que a gente pode ser.
Por que você foi embora?


Vou sentir saudade



Tem tanta coisa pra ser dita, que até pra mim fica difícil expressar.
Acho que seria bom você saber que estou com uma sensação horrível a respeito disso tudo. Eu lembro a toda hora de tudo... em todo lugar que vou... acho que fui durão demais, acho que meu erro foi me amar demais. Deveríamos ter conversado para chegarmos a um acordo. Como sempre planejamos fazer. Eu queria que você soubesse que fui pra outra cidade e não foi a mesma coisa. Eu estou indo prá minha cidade, e não vai ser a mesma coisa. A sensação é de perda, de que a culpa da perda é minha. Como sempre. Eu preciso da sua ajuda, eu estou falhando, eu estou fraco, eu não preciso de você fria. Esta é uma das horas que eu não vou conseguir sozinho. Não sei se é de palavras duras que eu preciso, tudo que sei é que eu preciso conversar com você, uma conversa longa, sem pressa de acabar, esclarecedora. Eu preciso de você entendendo meus defeitos e me ajudando a corrigi-los, como você fez no começo.
É tanta novidade pra mim, e eu achei que conseguiria me sair com classe em qualquer situação com que eu me deparasse. Mas essa vida nova tem me mostrado que tenho tanto a aprender... Eu, que até hoje ensinei as pessoas a viverem, agora preciso aprender.
Entende que se eu ficar aqui sozinho esses fantasmas vão continuar me maltratando. E você sabe que eu sou meio fora da realidade, que esses fantasmas de fato me cegam. Se for o que você planeja, me ajuda a me recuperar. Se não for, me deixe sozinho um tempo pra eu conseguir. Não vai ser a primeira vez. Demoro, mas sei que consigo.
Lembra que eu falei que eu preciso de você constantemente me reafirmando todas as coisas? É meio que como o filme "Como se fosse a primeira vez". Não é que não confio em você, é que meu índice de confiança é muito volátil.
Eu preciso que você reafirme tudo, nessa hora eu preciso ser tratado como uma criança, você precisa pegar na minha mão, precisa me guiar. Apanhei bastante, mas não sou um homem de rocha, sou um romântico do coração mole, que morre de medo de te perder.

terça-feira, 26 de julho de 2011

28.05.06



Eu fiquei um bom tempo ontem perguntando o que deveria fazer, agora que só sobrou isso pra poder lhe falar.
Imaginei que por aqui seria a melhor saída, pois os dados ficam guardados e você pode relê-los.
Fiquei pensando também se deveria ser um texto sobre tudo o que aconteceu, ou só sobre o que eu fiquei sentindo ontem à noite. Resolvi que vou deixar minha cabeça trabalhar e meus dedos se movimentarem livremente, o que for escrito, será enviado.
Antes de tudo queria que você soubesse que eu também penso igual você: foi uma tremenda loucura o que eu fiz pra chegar aí. Mas acho que algumas loucuras são necessárias para se conseguir algo que se quer, e que está distante de você.
Ontem de manhã eu me senti muito bem ao seu lado, você sentada pertinho de mim... gostei muito. E depois à tarde, hora que ficamos só nós dois conversando, meu coração bateu forte e senti que tinha valido a pena dirigir tanto tempo pra te encontrar.
Mas não tem como fugir do que se seguiu depois. O seu total abandono e descaso sobre minha presença naquele lugar. Cada vez que você dizia 'anima!' eu me segurava pra não responder 'a culpada disso tudo é você'. Não dava pra acreditar no que estava acontecendo. Eu queria ir embora, queria te deixar lá. Um sentimento totalmente contrário de quando cheguei me tomou.
Você me esqueceu. E nem falou comigo. Quis conversar com você sobre 'aquele' assunto e você nem deu bola, o tempo todo era 'peraí que eu já volto'. E eu esperei. E de novo fui idiota, e me deixei enganar. Me deixei enganar por você ainda por cima. A menina que me falava coisas lindas, que se dizia apaixonada, louca pra me ver, e com quem eu 'mexia'. 'Olha o que você faz comigo', você me disse, e eu lhe digo: 'olha o que você fez comigo'. Me desprezou sem dó nem piedade. Onde está aquela menina que, segundo as amigas, estava louca pra me ver, que só fala de mim, que só pensa em mim, e que cada toque do celular é um momento pensando em mim? Cadê aquela menina do ciúme gostoso, que já se sentia dona de mim, e que eu estava gostando muito disso? E na hora de ir embora estava com pressa de se despedir de mim, de novo não conversou direito, me desejou boa viagem e só.
Acha que não reparei que você ficou me encarando hora que desci as escadas e que supostamente você estava falando com seu pai, e saiu correndo? Fugindo de mim. Fiz seu jogo pra não arrumar confusão ali, mas não acreditei que pudesse ser ele.
Me fala, foi alguma coisa que eu fiz de errado? Talvez o único erro tenha sido ir te ver.
Você me fez sonhar demais, me iludiu demais, me fez esperar demais de você. Eu estava gostando de você. Eu era um menino esperando presente de papai noel. E você o que fez?
O pior de tudo é querer te odiar e não saber te esquecer. Se quiser conversar, estou aberto pra você, desde que seja totalmente diferente do que foi ontem. Tentei ser seu amigo. Gostei. Quis (e quero) ser seu namorado, não consegui. Nunca tinha sentido saudade de alguém que nunca tive, nem nunca tive a sensação de que perdi alguém que nunca tive. Ontem tive.
Queria só ressaltar que fiz o que fiz ontem por causa de uma única pessoa.
Se achar que essas palavras merecem resposta, me procure, podemos conversar. Se não, espero que seja feliz no caminho que escolher. Foi muito bom sonhar com você.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nunca mais voltou




Por que esses olhos tão tristes? Será que é pelas palavras que você vai dizer? Quis me encontrar sem explicar o motivo. Eu vim. Porque eu adoro me encontrar com você. Estava séria no telefone. Não sorriu. Apesar de me cumprimentar do mesmo jeito de sempre, não parecia animada. Nem sorridente.
Por que esse semblante sério? Será pela decisão que tomou, e daqui a pouco vai anunciar que logo em breve já não seremos mais um só, que nossos caminhos a qualquer momento vão se separar?
Eu sei. Nem precisa dizer nada. Aprendi a ler seus olhos. Apesar de eles não estarem me olhando agora. A cabeça baixa... Eu sei o que ela significa. Mas eu continuo aqui, sério, esperaçoso, quieto, apenas te observando, decorando cada movimento, porque sei que é a última vez que vou poder fazer isso. Essa é a última vez que vou poder sentir sua respiração tão perto de mim. E o perfume que eu amo, presente meu pra você, que você está usando agora, é a última vez que vou senti-lo no seu corpo, no seu cabelo.
Essa respiração funda eu sei o que significa. É um suspiro abafado de alguém que não quer ir embora de verdade. Mas sabe que é a hora. Eu sei que você pensa assim. Eu tenho te sentido nestes últimos dias. Pressenti essa decisão há muito tempo. Mas não falei nada. Quis aproveitar cada segundo que ainda tinha você só pra mim, mesmo que só de corpo presente. Ter você perto de mim sem estar aqui de verdade ainda é melhor do que não saber onde você está.
Ela me olha como se pedisse explicações. Mas eu não vou dar. Não vim pra falar. Vim pra ouvir. Quando ela terminar de terminar comigo, apenas vou dizer "você foi a melhor coisa que me aconteceu na vida. Obrigado." e observá-la indo embora. Nada posso fazer. Apenas aceitar que a maior alegria da minha vida chegou, me fez feliz, e foi embora. Pra nunca mais voltar.
Ela não chora lágrimas externas. Apenas soluços e gritos silenciosos internamente. Eu sinto. Eu vejo. Ela já abriu a boca várias vezes pra falar.
Mas não vou me abater. Amanhã vou me lembrar de hoje como o dia mais triste da minha vida. Mas hoje, tudo que consigo pensar é que na minha frente está a pessoa que mais me fez feliz. E eu sei que ela é única. E que nenhuma nunca vai chegar aos pés dela.
Não a estou perdendo por culpa de ninguém. É minha culpa, minha tão grande culpa. Eu não fui bom o suficiente. Daqui a pouco ela vai dizer que o problema é ela. Isso não é verdade.
Agora ela me olha. Fixa seu olhar em mim durante muito tempo. Ela então mexe os lábios e diz por fim:
- Precisamos conversar...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sozinho




Eu espero que você nunca sinta por mim a raiva que eu tô de você agora.
Por causa do seu egoísmo, e pela sua frieza. É impressionante como você só pensa em você mesma, como você acha que o mundo inteiro é só você e seu mundinho, e não se importa com nada que não esteja ligado ao seu umbigo.
E não importa como estejamos. A única coisa que importa é você. Tá bom pra você, tá bom pra todo mundo.
Agora eu entendo aqueles que bebem de se embriagar quando sofrem por amor. Eu entendo todos os boêmios e cachaceiros. Por causa de uma relaxada o mundo todo acaba. E é tanta raiva, é tanto ódio! que eu espero que você nunca se sinta como eu. Porque eu sei me controlar, mas não sei se você conseguiria. A maioria não consegue.
Por que não me dá a atenção que prometeu? Por que não cumpre todas as promessas que me prometeu? Por que mente tanto, por que tantas meias verdades, fugas pela tangente? Você acha que eu não percebo?
Por que me deixa tão sozinho? Por que você se faz tão ausente? Eu tô te falando há muito tempo que você tá me deixando muito sozinho. Eu tô te avisando.
Eu já peguei o celular pra te ligar mais de uma vez. Mas meu orgulho é maior. Não sou eu que estou errado. Não mesmo. Eu já fui muito atrás. Já falei e avisei demais. Se você quer me deixar sozinho, talvez eu queria ficar sozinho. Talvez eu me acostume e até goste da ideia.
Mas eu não tenho medo. Sabe por quê? Primeiro porque acho que por mais que demonstre (ou não demonstre) você não vai embora. Segundo que você não se importa com o que eu penso ou sinto. Você não se importa nem em se importar comigo. E por fim, você nunca me lê. Não corro o risco de você saber. Você nem sabe onde me encontrar.

"Pessoas choram não porque são fracas, mas porque elas vêm sendo fortes por muito tempo" (desconhecido)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sei que me amavas




Nem sei mais se posso dizer que te conheço e sei como você pensa. Você me surpreendeu.
É, não posso dizer isso...
Faz um tempo já que eu não te vejo falando de amor. E já nem usa mais o tempo futuro pra nós. E eu já nem espero mais você me dizer que me quer.
Porque já não tenho mais o seu sorriso ao amanhecer. Porque, na verdade, já não tenho mais nada de ti.
A gente sabe quando tudo termina. Sabe como um suspiro triste. Como a cena de um filme que você já viu, que passa de novo, tudo de novo.
A gente sempre sabe quando uma história se conclui. E já não vale mais inventar mil desculpas.
Se me ama, segure a minha mão, porque, de amanhã em diante, tudo vai acabar.
E não sei mais se os seus olhos desviam dos meus quando te olho, como você faz quando fica comigo. Você nem tem coragem de me dizer o que está se passando.
Mas será pra sempre dentro de mim como uma noite de inverno. Porque serei, de agora em diante, sem você.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eu voltei



3 meses e 3 dias atrás foi meu último dia de trabalho na cidade grande. Aquela semana demorou anos pra passar. Mas finalmente tinha acabado. Anos de espera. Finalmente meu sonho estava se realizando. Era uma sexta-feira. O fim de semana começando. E a minha estada naquela cidade terminando.
Em 2 dias consegui me organizar. E fiz questão de mandar pro lixo muito lixo que eu guardava e nem sabia por quê. Algumas coisas têm que ficar no passado. O passado tem que ficar no passado para o futuro poder acontecer. Tudo o que eu achei que não caberia na mala deixei por lá mesmo.
Nem olhei pra trás. Nem pensei que poderia estar fechando portas ou deixando oportunidades pra trás. Só pensei em tudo o que eu tinha e que tinha perdido. E o principal de tudo: que eu havia me perdido. Era hora de voltar. Já tinha passado da hora de voltar.
Nas minhas malas cabiam minhas roupas, meus sonhos, minha alegria incontida. Não carreguei as histórias mal contadas, os amores mal resolvidos, a raiva do trânsito, os falsos que se diziam amigos. Não, eu estava voltando pra um lugar alegre. Não carregaria minhas tristezas e minhas decepções. Lá não tem lugar pra isso. E nem eu queria poluir meu reino encantado com a sujeira que eu conheci e que me estragou estes anos todos.
3 meses atrás peguei o metrô pela última vez. Olhei pela janela por onde eu via as pessoas chegarem pela última vez. Tranquei a porta do apartamento pela última vez. E entrei no caminhão carregado com minha mudança. Não importa quanto tempo ele levaria pra chegar em casa, desde que chegasse.
Assim que deu a partida, comecei a fotografar com os olhos tudo à minha volta.
A rua de paralelepípedo onde tinha feira às sextas-feiras, onde eu comia pastel e tomava garapa com uma saudade imensa do interior.
O quarteirão em volta do qual corri só uma vez.
O bar da minha despedida. A rua Vergueiro com todos seus significados. Por onde eu chegava, pra onde eu ia. Onde eu via pessoas chegando e indo embora. As estações do metrô. O mercado. O shopping. O trânsito.
A 13 de maio, que eu sabia, era o caminho mais curto pra fora da metrópole.
Vila Mariana, Paraíso, onde tudo começou.
CCSP, com suas histórias, minhas histórias.
O pontilhão de onde vi chegadas e partidas.
Liberdade. Liberdade... Cheguei na Liberdade, a minha liberdade.
Marginal. Marginais. E a água que antigamente chamavam de rio. Rio agora preto. Rio Preto, minha próxima cidade. Tão próxima da minha cidade, da minha terra. E de tudo e todos que eu amo.
Anhangüera. A rodovia que me levaria embora. Com nome do bandeirante que abriu mato para a construção da estrada, que chegaria lá, onde o sol é mais quente e o R é mais puxado. E separando as rodovias, o monumento da entrada da cidade, que eu tantas vezes vi chegando de noite, e chegando de manhã. Aquela seria a última vez.
Americana, Limeira, Campinas, Rio Claro, São Carlos.
As lembranças fritaram meu cérebro nessa hora.
Araraquara, Catanduva, Rio Preto, Mirassol, Bálsamo, Tanabi, Roseira, Cosmorama, Simonsen.
Votuporanga.
A felicidade era muita. Eu estava voltando prá terra. Prá minha terra. Desculpe-me, não havia espaço de sobra no meu coração.