Tu foste minha melhor imaginação
E a pior das minhas realidades
Te imaginei por toda uma geração
Mas nunca vi tuas verdades
Fizeste-me esperar por toda a vida
A vida que nunca me deste
Te vais e me deixas uma ferida
Pela história que não quiseste
Foste meu melhor sonho ao dormir
Meus sonhos, meus anseios, meu futuro
Parece-me que te aprecia fugir
Assim deixas o poente mais escuro
Estavas de frente a mim quando fechava o olho
E não lembrava nem teu nome quando o abria
Para a realidade, desperto-me abrindo ferrolho
Imaginando nossa história como seria
Te imaginei uma moça pra levar pela eternidade
Senti por alguns poucos minutos teu sabor
O tempo é relativo a esta distância de verdade
E por mais de dois anos foste minha maior dor
Esta despedida vai ficar em meu coração
Como um tesouro enterrado na areia descoberta
Ninguém senão tu pode conhecer a ubicação
E ainda espero ver de novo tua face aberta
Foste a que mais me fez esperar
E a menina que vou guardar dentro de mim
Foste a história que ninguém imaginou
Foste o abraço que nunca quiseste me dar
Serás em minha memória o beijo ao qual eu vim
Te espero de volta no ponto onde tudo começou
Vais dormir em meus sonhos até que volte, até que teu adeus termine. Na praia da minha vida, tuas ondas nunca visitaram meu cais. Queira o tempo um dia apagar tudo, porque, num desses dias, o adeus pode ser meu, e ele te transformará na história que nunca foi escrita.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Extraño
por C.A. , 11:33
Tu fuístes mi mejor imaginación
Y la peor de mis realidades
Te imaginé por una generación
Pero nunca ví tus verdades
Me hicistes esperar por la vida
La vida que nunca me dió
Te vas y me dejas una herida
Por la história que no se empezó
Fuístes mi mejor sueño al dormir
Mis sueños, mis ganas, mi futuro
Me pareces que te gusta huir
Así me dejas el alba más oscuro
Estabas en mi frente cuando cerraba el ojo
Y no recordaba ni tu nombre cuando lo abría
Me dispierto para la realidade de un chorro
Imaginando la nuestra história como sería
Te imaginé una chica para llevar por la enternidad
He sentido por unos pocos minutos tu dulce olor
El tiempo es relativo a esta distancia de verdad
Y por más de dos años fuístes mi más gran dolor
Esta despedida va a quedar en mi corazón
Como un tesoro queda enterrado en la arena
Nadie sino tu podrás encontrar la dirección
Y aún espero veer de nuevo tu face serena
Tu fuístes la que más me hicistes esperar
Y la niña que voy a guardar dentro de mí
Fuístes la história que nunca se realizó
Fuístes el abrazo que nunca quisiste me dar
Quedarás en mi memória el beso que nunca le dí
Te espero de vuelta al punto donde todo empezó
Y la peor de mis realidades
Te imaginé por una generación
Pero nunca ví tus verdades
Me hicistes esperar por la vida
La vida que nunca me dió
Te vas y me dejas una herida
Por la história que no se empezó
Fuístes mi mejor sueño al dormir
Mis sueños, mis ganas, mi futuro
Me pareces que te gusta huir
Así me dejas el alba más oscuro
Estabas en mi frente cuando cerraba el ojo
Y no recordaba ni tu nombre cuando lo abría
Me dispierto para la realidade de un chorro
Imaginando la nuestra história como sería
Te imaginé una chica para llevar por la enternidad
He sentido por unos pocos minutos tu dulce olor
El tiempo es relativo a esta distancia de verdad
Y por más de dos años fuístes mi más gran dolor
Esta despedida va a quedar en mi corazón
Como un tesoro queda enterrado en la arena
Nadie sino tu podrás encontrar la dirección
Y aún espero veer de nuevo tu face serena
Tu fuístes la que más me hicistes esperar
Y la niña que voy a guardar dentro de mí
Fuístes la história que nunca se realizó
Fuístes el abrazo que nunca quisiste me dar
Quedarás en mi memória el beso que nunca le dí
Te espero de vuelta al punto donde todo empezó
Vas a dormir en mis sueños hasta que vuelves, hasta que tu adiós se termine. En la playa de mi vida, tus olas nunca visitaron mi muelle. Quisá el tiempo un día lo borre todo, porque, uno de esos días, el adiós puede ser mío, y él te transformará en la história que nunca fue escrita.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Ainda aqui
por C.A. , 22:32
Já faz tanto tempo que ela se foi... Lembro sempre e em todo lugar aquele dia... Preparou-me para o pior, mas não me preparei pra isso. Não quis acreditar. Mas sabia que ela não brincaria com isso. Os dias passaram e eu não fiz nada pra me fortalecer, quando finalmente a hora chegasse. Lembro de ter tentado aproveitar ao máximo o máximo que podia de nós dois.
Mesmo explicando todos os motivos, me recusei a entender. Enquanto tentava, sem conseguir, manter meu rosto seco, o dela se mantinha inalterado. Sempre séria e tão formal. Parecia mais um subterfúgio pra enganar a dor que realmente sentia. Não pra se fazer forte em frente a mim. Eu a conhecia bem o suficiente pra saber quando estava fingindo. Agora, ela estava sendo verdadeira comigo.
Com toda a sinceridade que poderia imprimir naquele tom de voz, sempre olhando-me nos olhos, falou rápida e mortal. Era o fim.
Apesar do tom sempre sereno, sem ameaças ou rancores, disse-me que era definitivo. Não teria volta. Era aquela a decisão e nada nem ninguém a faria mudar de ideia.
Não sei por quê, mas no fim eu não estava mais chorando. Disse-lhe que aceitava a decisão, mas não entendia. Porém naquela hora estava fora do meu alcance alguma coisa para mudar a história. Deixei-lhe ir.
Não pra alimentar esperanças, deixei nossas coisas todas exatamente como estavam quando saí de casa naquele dia. Elas foram movidas ou removidas conforme o tempo assim impunha, porque não ficavam mais bem ali, porque tinha outras para o lugar, ou por qualquer outra razão qualquer.
Nunca entendi realmente os motivos dela. Nunca me pus a trabalhar esse lado, a entender que tinha ido embora mesmo, que eu estava sozinho depois de tanto tempo. É quase como uma vida virtual, a que levo. Como se em outro mundo, em outra estrada, ainda exista nós dois, a continuação da nossa história no exato instante antes de ela tomar aquela decisão.
Me ponho a sonhar com isso e até abstraio a realidade nua, crua e pura. Talvez por pensar de menos e sonhar demais, essa outra realidade viva. É que não pude separar as coisas ainda. Mas ela vai voltar. Eu sei que vai...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
In memoriam (1 ano)
por C.A. , 09:00
Lembro como se fosse hoje, e a minha memória não me deixa te esquecer um dia sequer. Por vezes é a alegria dos anos, por vezes a tristeza do último telefonema noticiando seu último suspiro. E é sempre tão doloroso lembrar que um dia esse suspiro esteve preso num abraço...
Pois saiba que sua lembrança pra mim é algo intocável, insubstituível e inesquecível, e você foi, e ainda é, um serzinho inigualável, insubstituível e inesquecível pra mim.
Hoje faz um ano que te perdi. Acredite, ainda lembro do primeiro ano seu lá em casa. 1996. 14 anos e meio atrás.
Isso aqui é nada perto do que você significa pra mim. É só pra você saber que hoje faz um ano que meu coração tem uma ferida que não será cicatrizada nunca. Talvez quando nos encontrarmos no Paraíso e eu ver que você ainda lembra meu nome.
"Fica com São Fancisco, menininha do Buno".
domingo, 13 de junho de 2010
Fã
por C.A. , 01:54
Sonhava acordado em te conhecer. Sonhava assim, como se sonha quando se sonha acordado. Ficava imaginando como seria seu rosto, sua voz... Porque eu nem mesmo te imaginava, mas você existia. Era real. Não sei se pra mim. Mas era. Apareceu uma vez só. Não sei por quê, pra quê. Não mais voltou. Mas não foi por isso que sumiu do meu pensamento.
Ora, talvez seja isso, fim de papo. Nada de mais. Nada com que se preocupar ou se animar. Um coração vagando perdido, sozinho, igual o meu. E quem pode dizer que eles não se encontram, não se atraem? Gritam, chamam uns pelos outros. Ouve a voz, vem correndo. Essas coisas acontecem o tempo inteiro...
Mas ainda assim era uma desconhecida de quem eu queria saber mais. De onde veio, pra onde vai? Não deixou nome, não deixou marca, não deixou nada. Aliás, deixou. Deixou um monte de dúvidas. Como eu te encontro? Tem jeito?
Talvez a gente tenha até se cruzado na rua, mas nem se reconheceu. Será que daqui alguns anos a gente vai lembrar disso? Vai falar "eu acho que te vi um dia desses..."?
Será que era só eu que queria ler dos seus lábios aquelas palavras que você me dizia? Será que ainda posso encontrar na ponta dos seus dedos pelo menos um pouco daquela sensação boa de surpresa do primeiro dia?
Sabe, você era um sonho pra mim. Nunca imaginei que alguém realmente estivesse me lendo. Sabe quando você coloca uma carta dentro de uma garrafa e joga no mar? Você não espera de verdade que alguém encontre. Você torce e é só. Mas você estava ali, e agora está aqui. Dentro, do lado, em toda parte.
Se eu te pedir, você repete de novo aquela ansiedade do primeiro encontro? A ansiedade do primeiro reencontro? Será que se eu começar a correr agora, consigo te encontrar lá atrás, e ver um outro eu com um outro você, só com aquela vontade escondida de estar como a gente está agora?
Quantos dias mais vou ter que só te imaginar? Por que você não deixa isso de sistemática de lado e faz todos meus dias serem dia dos namorados?
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Dois
por C.A. , 22:27
Hoje é o primeiro dia sem você. Os primeiros raios da manhã estão quase pra aparecer e eu não consegui sequer fechar os olhos. Sua partida mexeu tanto comigo que eu não sei diferenciar o que é realidade, o que é sonho e o que é delírio. Acho que não dormi, mas não posso afirmar nada com certeza. Agora há pouco você estava aqui do meu lado, me olhando serena, como se tudo estivesse bem, e isso foi só mais um delírio. Como posso afirmar que uma coisa é miragem, outra cena real?
Eu sabia que se um dia nos separássemos, eu não saberia o que fazer. Mas nunca imaginei que pudesse ser tão terrível como está sendo.
Ainda é madrugada. O frio está de cortar. Talvez essa hora você já esteja embarcando no trem do destino. Tento me conter, mas essas lágrimas descem ácidas pelo meu rosto. Parece que toda imagem que eu vejo tem a sua forma, e o medo de como será a vida daqui pra frente me assombra tanto que eu vejo vultos por todos os lados.
Queria saber de onde tirou essa ideia absurda de me deixar aqui. Por que não me levou com você? Será que não tinha passagem pra mais um? Será que não tinha espaço pra mim na sua bagagem?
Por que não volta e nos dá a chance de viver a nossa vida pra nós como nunca tivemos oportunidade de fazer? Por que me deixa aqui sem notícias suas? Não faz um dia inteiro que eu te vi se afastando e sumindo na penumbra e meu coração está tão apertado que nem tem forças pra bater direito!
Está tão frio aqui! E quando eu tiver um dia ruim, quem vai levantar minha autoestima? E quando sair uma comédia romântica no cinema, quem vai se abraçar no meu braço lembrando episódios da nossa história?
Talvez, num dia solitário, admirando a paisagem do novo mundo, você me reconheça em alguma nuvem lá do céu. Talvez, daqui um ano, quando eu contar pros meus amigos que faz um ano que você se foi, eu não chore tanto quanto agora.
E quando os ventos do destino decidirem que é hora de você voltar, queiram as areias do tempo que não tenhamos ficado muito velhos para lembrar do nosso passado juntos. Que nossa memória não desapareça por falta de uso, e que nossas cabeças também queiram guardar nossas lembranças tanto quanto eu quero.
Que nessa indefinição de realidade e irrealidade, tudo isso seja só um delírio, talvez mais forte do que o da noite passada. Que quando eu olhar pela janela verei seu carro estacionado aqui em frente de casa, no mesmo lugar onde você o deixou quando veio aqui pela última vez, pra se despedir de mim, de nós.
...
...
...
Vazio...
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Prelúdio
por C.A. , 12:50
Aquele rosto que passa, ninguém vê, ninguém percebe. É só mais um movimento de folhas que não faz sentido algum. É só uma sombra sob esse céu aberto. Ninguém se importa, ninguém se incomoda.
Quanto custa uma lágrima? Quanto pesa uma tristeza? Qual o som dos sonhos despedaçados caindo no chão? Quanto tempo demora pra uma dor se transformar em agonia? Quantos corações sofrem com uma partida?
Quanto tempo demora pra se esquecer uma voz, esquecer um cheiro, apagar uma memória? Quanto tempo dura o brilho da lua, e qual é a música que as horas tocam pra quem espera?
Aqueles olhos tristes estão apertados porque acabaram de se despedir. Aqueles olhos acabaram de ver o último pôr do sol. A primeira lua do mês foi a última que refletiu neles. E esse brilho é muito mais do que a prata do luar: é o cristalino do pranto que nasce e não corre, que escolhe ficar tímido dentro das pálpebras. É o transparente brilhante colado nos cílios, flagelos de lembranças que torturam a alma desde a sua entrada.
Aqueles passos calmos estão lentos porque estão pesados, castigando-se por serem os escolhidos pra levar embora aquele corpo já sem vida, sem esperanças e sem pensamentos.
Aquele movimento lento e contínuo assemelha-se com a velocidade com que bate seu coração. Quase parando. Quase vivendo. Quase morrendo. Porque de certa forma parte dele ficará pra trás, e quando parte fundamental de algo é deixado, é como se tudo fosse uma grande perda de tempo e esperar a morte fosse só o que restasse. Falta a experiência dos anos e a esperança da juventude, pra que a noite da vida não termine sem estrelas.
Sem conseguir sufocar a saudade, tentou levantar a cabeça e olhar prá frente, mas a poeira do tempo invadiu seus olhos e então percebeu que era hora de deixar pra trás.
Sem conseguir conter a dor que queimava rasgando por dentro o peito, não aguentou e chorou.
sábado, 5 de junho de 2010
A desconhecida I
por C.A. , 20:03
Não sei de onde veio, e nunca soube para onde iria. Misteriosas palavras de caligrafia desconhecida trouxeram aquele sorriso a primeira vez aqui. Foi a primeira vez que a vi.
Desde então vai e volta e não me diz pra onde. Vai pro seu refúgio, e volta aqui pro meu, onde a dor se esconde. Entre versos e palavras, faz seu coração pulsar junto com o meu, com memórias diferentes, mas sentimentos iguais.
E sei que voltará a se emocionar, mas com outro nome e outro rosto e outro corpo diferentes. Mas ainda é ela. A primeira corajosa que encontrou em minha desaventura um resto muito parecido com seu desatino.
Não tem nome, não tem rosto, não tem digitais. É só um ventinho que sopra nesse meu bosque de ilusões e lágrimas, se compadece com minha dor por ter uma dor de igual intensidade. Pois é bem verdade que, quando sentem frio, grupos de animais ficam todos juntos pra fazer calor, então por que com os corações deveria ser diferente? Talvez tenha sido o pedido de calor do meu coração que tenha atraído outro coração necessitado de calor que tenha feito isso. Quem um dia poderá dizer o contrário? Ou quem poderá confirmar que foi isso mesmo? E se as batidas por um momento são compassadas, por que não imaginar que a minha frequência encontrou a sua frequência e eles tiveram vontade de se encontrar? Só pra ver se daria um acorde...
Eu nunca te vi, nunca pedi pra te encontrar. É uma sensação deliciosa saber que tem alguém me lendo, que tem mais gente passando pelo mesmo que eu. Nunca tive pretensão de ser um ídolo, uma estrela, mas com ela me lendo me sinto único, me sinto especial. Existem outros melhores que eu, muitos deles. Estão aí, esperando ser encontrados. Mas esse aqui, enquanto escrevo pensando nela, é o nosso cantinho especial. É o lugar onde nos encontramos quando as mãos não podem se tocar. É por aqui que nos reconhecemos quando não nos enebriamos num abraço perfumado, naquele jeito que ela tem de se fazer complicada e encantadora.
Eu sei que você me vê, me lê, me julga, me condena, mas eu nunca sei o que dizer. Faltam-me as palavras ideais para explicar essa confusão toda. Por ora, saiba que eu sei que você me lê. E saiba você o quanto é especial pra mim saber que você está aí atenta aos meus devaneios. É muito importante que você entenda meus sonhos, meus delírios, porque estar com você é quase um sonho, e seu sorriso bobo sem motivo me faz delirar. Por isso que toda vez que toca uma música que me lembra você, eu lembro desse nosso pedacinho aqui. E quando a saudade dói mais do que eu consigo aguentar, te mando essas palavras, do jeito que você gostar de ler, mesmo sem saber se estou sendo bom o suficiente pra arrancar de você aquele seu sorriso incomparável. Esse mesmo que você deve ter aberto agora.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Vão ficar pra sempre
por C.A. , 00:35
Havia um tempo em que as velas no bolo eram uma mera formalidade. Sem me preocupar com o futuro, vivia as pessoas e a vida dia após dia. Mas depois que passei a consumir a vida aos pedaços e contar o tempo em divisões, percebi que muita coisa estava mudando.
Não era só a forma como o tempo corria pra mim. As pessoas à minha volta já não ficavam continuamente comigo. Uma a uma elas chegavam e sumiam, ocupavam algum tempo de minha vida, e depois iam embora. Enquanto sua presença tornava de um lado contínuo, do outro o tempo fragmentado só me confundia.
Pois se antes o que estava aqui, estava aqui, e agora o que está aqui não posso afirmar que realmente estará aqui amanhã, com que segurança vou afirmar quem fará parte do meu caminho quando a próxima divisão do tempo chegar?
Sem sobrepor momentos inesquecíveis da minha vida, mas pontuando-os ao longo das abscissas, cada despedida teve um peso muito grande sobre meus ombros. De tudo e todos que perdi, em nenhuma das vezes me conformei com o fim.
Hoje enxergo como é importante carregar o pensamento de não lamentar o que terminou, mas alegrar-se por ter acontecido. E também percebo como é extremamente difícil converter-se a essa linha de raciocínio. O corpo e a mente insistem em sentir falta, e a sentir muito mais a ausência da felicidade que há pouco tempo estava aqui. Talvez seja medo do que pode vir, medo do desconhecido, medo de não reviver momentos assim. Talvez seja remorso por não ter conseguido manter.
De qualquer forma, nessa altura da vida, entendo que é preciso olhar pra trás e sorrir por ter tudo acontecido. No máximo, olhar para os finais e tirar alguma lição. Porque todo minuto alguém entra na minha vida e alguém sai dela, e o tempo está todo dividido. Posso pirar se não viver neste ideal, pode não sobrar nada de mim se continuar caindo em cada despedida.
Tenho tentado ver o lado bom de cada pedacinho de vida que passou. Mas confesso, e acredite nisso, que está extremamente difícil.
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