Ontem de manhã estive lembrando da minha infância. Teve um Natal em que eu não pedi nada pro Papai Noel (correção: eu já não acreditava mais em Papai Noel). Mas claro que meus pais não me deixariam passar Natal sem presente. Na verdade acho que eles não queriam se deixar cometer esse "erro". Mas já adianto, mesmo sabendo que eles não me leem aqui: eu não me incomodaria. É sério, eu não queria nada.
>Esse gesto deles me fez pensar em outras coisas. Me fez pensar na simplicidade com que fui criado e com que eles sempre me trataram. Outro dia mesmo meu pai me deu um jornal (cujo assunto não vem ao caso) com informações que podem facilmente ser encontradas na internet. Mas eles preferem isso, preferem o telefone ao email, o jornal à internet, o ônibus ao carro. E isso me deu uma pancada tão forte... Porque eu vivo no meio da tecnologia, leio sobre as últimas inovações... Mas nasci - e onde nasci, ainda se vive assim - num meio muito simples, que me fez, e ainda me faz, muito feliz. Encontrei nessas lembranças, e nas muitas simplicidades que tinha esquecido e não vivia mais, pontos de paz que me mostraram que existe uma outra alternativa, que não a que eu vivo, com solução para parte do meu jeito sistemático e metódico que o mundo moderno me deu e que tanto me incomoda.
>Esse gesto deles me fez pensar em outras coisas. Me fez pensar na simplicidade com que fui criado e com que eles sempre me trataram. Outro dia mesmo meu pai me deu um jornal (cujo assunto não vem ao caso) com informações que podem facilmente ser encontradas na internet. Mas eles preferem isso, preferem o telefone ao email, o jornal à internet, o ônibus ao carro. E isso me deu uma pancada tão forte... Porque eu vivo no meio da tecnologia, leio sobre as últimas inovações... Mas nasci - e onde nasci, ainda se vive assim - num meio muito simples, que me fez, e ainda me faz, muito feliz. Encontrei nessas lembranças, e nas muitas simplicidades que tinha esquecido e não vivia mais, pontos de paz que me mostraram que existe uma outra alternativa, que não a que eu vivo, com solução para parte do meu jeito sistemático e metódico que o mundo moderno me deu e que tanto me incomoda.
Meu coração / A calma de um mar / Que guarda tamanhos segredos / Diversos naufragados / E sem tempo.
Ontem, indo embora, encontrei no ônibus um velho conhecido, que não encontrava fazia uns 8, 9 anos. E eu tinha lembrado dele esses dias, me perguntado por onde tinha andado. O mundo é tão pequeno, afinal, né? Não me surpreendeu que eu lembrasse de muitas coisas de quando andávamos juntos, porque minha memória sempre me presenteia com imagens do passado, mas gostei que ele também lembrou de muitas coisas, e pudemos conversar e relembrar tantas coisas boas. Foi uma viagem de volta aos melhores anos da minha vida que me fez muito bem. Sabe aquela saudade que dói apertada? Ela sumiu por um tempo, e até me fez pensar que, afinal, pessoas que conquistei lá atrás ainda lembram de mim com tanto apreço quanto eu lembro delas. E, de alguma forma, isso mantém aquela época inesquecível, viva pra mim.
Rimas de ventos e velas / Vida que vem e que vai / A solidão que fica e entra / Me arremessando contra o cais.
E pra encerrar um dia voltado ao passado, essa noite me trouxe uma surpresa que não estava planejada três dias atrás. Uma viagem a um passado mais recente, que me traz tantas sensações, que só escrever aqui já é uma maneira de mantê-lo vivo.
Meu coração, a calma de um mar.
Tem dias que parece que as coisas estão tão erradas na vida da gente, que fatos tão simples apagam tudo, e nos fazem sentir e viver de novo aquela simplicidade da felicidade.
E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez.



