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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um capricho do passado






Ontem de manhã estive lembrando da minha infância. Teve um Natal em que eu não pedi nada pro Papai Noel (correção: eu já não acreditava mais em Papai Noel). Mas claro que meus pais não me deixariam passar Natal sem presente. Na verdade acho que eles não queriam se deixar cometer esse "erro". Mas já adianto, mesmo sabendo que eles não me leem aqui: eu não me incomodaria. É sério, eu não queria nada.
>Esse gesto deles me fez pensar em outras coisas. Me fez pensar na simplicidade com que fui criado e com que eles sempre me trataram. Outro dia mesmo meu pai me deu um jornal (cujo assunto não vem ao caso) com informações que podem facilmente ser encontradas na internet. Mas eles preferem isso, preferem o telefone ao email, o jornal à internet, o ônibus ao carro. E isso me deu uma pancada tão forte... Porque eu vivo no meio da tecnologia, leio sobre as últimas inovações... Mas nasci - e onde nasci, ainda se vive assim - num meio muito simples, que me fez, e ainda me faz, muito feliz. Encontrei nessas lembranças, e nas muitas simplicidades que tinha esquecido e não vivia mais, pontos de paz que me mostraram que existe uma outra alternativa, que não a que eu vivo, com solução para parte do meu jeito sistemático e metódico que o mundo moderno me deu e que tanto me incomoda.

Meu coração / A calma de um mar / Que guarda tamanhos segredos / Diversos naufragados / E sem tempo.

Ontem, indo embora, encontrei no ônibus um velho conhecido, que não encontrava fazia uns 8, 9 anos. E eu tinha lembrado dele esses dias, me perguntado por onde tinha andado. O mundo é tão pequeno, afinal, né? Não me surpreendeu que eu lembrasse de muitas coisas de quando andávamos juntos, porque minha memória sempre me presenteia com imagens do passado, mas gostei que ele também lembrou de muitas coisas, e pudemos conversar e relembrar tantas coisas boas. Foi uma viagem de volta aos melhores anos da minha vida que me fez muito bem. Sabe aquela saudade que dói apertada? Ela sumiu por um tempo, e até me fez pensar que, afinal, pessoas que conquistei lá atrás ainda lembram de mim com tanto apreço quanto eu lembro delas. E, de alguma forma, isso mantém aquela época inesquecível, viva pra mim.

Rimas de ventos e velas / Vida que vem e que vai / A solidão que fica e entra / Me arremessando contra o cais.

E pra encerrar um dia voltado ao passado, essa noite me trouxe uma surpresa que não estava planejada três dias atrás. Uma viagem a um passado mais recente, que me traz tantas sensações, que só escrever aqui já é uma maneira de mantê-lo vivo.

Meu coração, a calma de um mar.

Tem dias que parece que as coisas estão tão erradas na vida da gente, que fatos tão simples apagam tudo, e nos fazem sentir e viver de novo aquela simplicidade da felicidade.

E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Faça-me acreditar que sonhei



Quando te conheci não imaginei que você pudesse se tornar a mulher da minha vida. Foi um sentimento que fizemos crescer juntos, mas que no fim morreu só de um lado.
É por isso que toda noite ainda choro lembrando e ainda espero que, de repente, talvez, de alguma forma, você se lembre, e você volte. Por isso que ainda ouço sua voz sussurrando quando estou sozinho, ou quando meu mundo desaba e eu jogo a culpa em você por não estar perto de mim pra tomar conta de mim. Eu acho que você deveria rever isso tudo, repensar o que fez. Porque... como você acha que eu vou viver assim? E como você espera viver assim, sabendo que matou um amor grande, que sempre te esperou, que sempre foi fiel a você?
Porque não quero mais ficar assim, porque eu não quero viver se não tiver você, porque não existe vida aqui se você não existir.
É por isso que busco nas estrelas uma resposta pra esse monte de perguntas que eu tenho, que você deixou em aberto quando foi embora. E agora se nega a olhar nos meus olhos e ver que tudo o que existia ainda queima em brasa no meu mundo, porque tem medo de não aguentar ao ver sucumbir um ser humano que superou seus próprios limites pra ver uma pessoa feliz, como eu fiz por você.
Por favor, me faça acreditar que isso tudo é uma insanidade da minha cabeça, que esse espólio da minha lucidez é um pesadelo que estou vivendo, e que amanhã vou te ver de novo, cumprindo seu papel de grande amor da minha vida.

Segure minha mão antes de ir embora. Eu quero sentir a maciez aveludada da pele que fez meus soluços queimarem o peito em noites febris, quando a saudade era tanta que materializei meu pensamento te trazendo pra perto de mim, deixando que meu corpo sentisse a ilusão do meu pensamento, tão real que até me fez esquecer de todo o sofrimento que a sua ausência causa.

Encoste seu rosto no meu e me deixe acreditar que ainda gosta do meu abraço. Deixe-me sentir novamente o perfume que me entontece e envolve até as partes intocadas de minha alma, e preenche o vazio que você deixou no meu coração naquela tarde que meus olhos nunca me deixam esquecer.

Passe a mão no meu cabelo uma última vez, como se fosse eu que estivesse indo embora, e fosse você que saberia que é uma questão de tempo até sua cabeça morrer por loucura e saudade do amor que vida nenhuma poderá te trazer igual.

Feche meus olhos e me deixe adormecer. Não finja que não sabe o mal que está me causando. Você está deixando minha alma partida com sua partida, e jogando pro espaço tanta coisa que eu não sei o estrago que isso pode causar no planeta quando elas caírem lá do céu.

Eu não quero acreditar no que está acontecendo. Vivo recriando a sua imagem angelical, e as noites são verdadeiras torturas pra mim, por não conseguir nem ouvir a sua voz mais. Não posso mais continuar assim. Por favor, me acorde, mande um sinal, faça alguma coisa pra essa dor parar. As rachaduras de minha alma já chegaram à carne, é uma questão de tempo até romperem as fibras do meu coração e cessarem por definitivo o som das batidas de dentro do meu peito. Deixará de ser meu coração batendo por você e passará a ser meu último suspiro de vida tentando desesperadamente deixar este corpo sem vida pra encontrar uma outra você em uma outra dimensão, em que ainda existam nossos caminhos unidos e nosso amor com perfume de paraíso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tanto tempo



Então saí de lá e não sabia pra onde ir. Nem mesmo sabia se deveria sair. Sei que não queria, mas não tinha mais nada pra fazer ali. A decisão estava tomada.
É claro que eu esperava uma conversa diferente. Esperava que você estivesse me esperando esse tempo todo, que estava sentindo muita falta, que tinha muita saudade, e que mal podia ver a hora de nos vermos de novo pra tudo ficar bem. Mas não foi isso o que aconteceu.
Eu estava ali, parado, pensando, sonhando, enquanto um turbilhão de memórias e emoções passavam sem ordem nenhuma pela minha cabeça.
Olhei pra trás e não mais te vi. Vi a porta fechando, e as minhas lembranças todas presas lá dentro, presas num mundo agora vazio e inseguro, onde não sou mais bem vindo. Foi aqui que eu passei os melhores anos da minha vida, aqui que recebi as melhores surpresas, e os melhores abraços. Estes, de alguma forma, pra sempre estarão guardados comigo.
Fico pensando em tudo que passamos, tudo que planejamos... Nossos planos de ficarmos juntos pela vida inteira... A viagem a Paris, morarmos juntos daqui três anos... Lembro-me de tanta coisa dita, tanta coisa feita, e tanto sonho despedaçado.
Penso em tudo que poderia ter te falado. Teria dito que você é única pra mim, que meu coração batia muito forte toda vez que ia te encontrar, como se fosse a primeira vez, como se fosse um adolescente. Teria feito você acreditar naquelas maluquices que você achava que eu dizia brincando, como quando disse que você era o motivo por meu coração bater, que o sol brilha todo dia por causa de gente como você, e a primeira vez que eu disse que te amava.
Penso em tudo que poderia ter feito, talvez escrito uma música falando do meu amor infinito, ou feito algum poema sem rimas. Sou péssimo pra poesias. Ou talvez conversado mais, escrito um livro, transmitido nossa história, por que não? Aliás, que mais eu poderia fazer pra inverter a sua decisão, além de tudo que já tinha feito?
Eu queria que tudo tivesse sido diferente. Queria mesmo. Queria ter tido força pra continuar. Mas não deu. Não sei se foi melhor assim, sei que foi assim. Tentei não fazer isso comigo, tentei insistir, resistir. Mas não conseguia mais. Era minha hora de ir embora. Como agora é hora de deixar ir embora. Entender e aceitar essa situação. Entender que tudo voltou a ser como é, como era ou como deveria ser. E fazer com que o passado seja onde tudo começou, e não onde tudo se perdeu pra mim.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Antes que o dia termine



(com palavras da minha amiga Patrícia)

No more! Oh, never more!

Pela janela que há dois dias não fecho, entra um friozinho que, misturado com essa noite de sexta-feira, me lembra uma época da minha vida. Numa época em que as noites eram solitárias assim, também, e esse friozinho me trazia uma saudade sem igual de uma pessoa única.

I feel so unsure, as I take your hand and lead you to the dance floor.

Sozinho.

Wicked game to play, let me feel this way.

Assim a noite me traz uma lembrança, e essa lembrança me traz uma sensação ruim, de um tempo perdido, não pela magia que rondava tudo, mas pela grandiosidade com que as coisas iam se construindo e caminhando, e pelo desfecho de histórias antigas colaborando para o crescimento de outras.

Oh, I've seen fire and I've seen rain. I've seen lonely times when I could not find a friend. But I always thought that I'd see you again.

A ilusão dessa noite não consegue trazer de volta um mínimo do que foi aquele tempo. Assim me pego pensando e relembrando fatos, fotos e imagens daquela época. Quando me vejo já estou virtualmente surdo e cego, vagando pelo interior do meu pensamento e caminhando sobre memórias já quase sem cores e com o som já todo distorcido, envelhidos, amarelados pelo tempo que destroi da mais insignificante à mais doentia lembrança. Que leva embora as amizades da adolescência e o mais ardente dos amores, a mais quente das noites e o mais gelado dos corações. Sobra só um gosto amargo na pele de que tudo poderia ter sido diferente. Sobra aquela dor pugente, pulsante, de que tudo poderia ter sido diferente, que a história poderia ter sido outra.

I never dreamed that I'd meet somebody like you. I never dreamed that I'd loose somebody like you.

Sinto que estou em dívida com a vida. Ou que ela está em dívida comigo. Por um lado é ela quem me deve, por ter me proporcionado momentos como aqueles e depois causado minha total destruição tirando de mim tudo do que eu era feito, tudo que eu mais amava, tudo que me fazia sorrir e ter vontade de viver. Ou talvez seja eu quem deva, por não ter sabido aproveitar a chance que me foi dada. Talvez tenha me faltado tato para entender o que estava acontecendo. O que eu não posso negar é o bem que isso me fez.

Should've know better than to cheat a friend and waste the chance that I've been given. So I'm never gonna dance again the way I danced with you.

É por isso que ainda penso tanto, que ainda me doi tanto. Talvez por pensar (e, por que não, por saber) que estou em dívida comigo mesmo. Estou me devendo um grande amor, uma grande alegria, alguém que eu queira demais, por quem esteja disposto a dar minha própria vida para fazê-la feliz. Talvez seja isso essas vozes que tenho ouvido, esses sonhos que tenho tido, essas palavras românticas. Talvez seja meu tempo, minha vida, criando pra mim a pessoa ideal, enquanto me preparo pra não deixar essa chance escapar de mim nunca mais.

Então saio de mim e, sem medo, eu te procuro com o meu pensamento enquanto esfria o café.

E eu sei que vou te encontrar de novo. Mas com outro rosto, e outro corpo, e outro nome diferente. Porque eu também não sou mais o mesmo, apesar do mesmo rosto, do mesmo corpo e do mesmo nome. A duras penas me ensinei quão valiosas são algumas pessoas, e que é preciso preservá-las. Resta, agora, entender que algumas dessas preciosidades simplesmente vão embora de nossas vidas. Sem por quê, sem pra quê. Mas, se estão no passado, existe um motivo para elas estarem lá.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Talvez você se lembre



Muita coisa mudou. Faz tempo que tenho falado isso. As coisas chegaram em um nível que me deixou primeiro com saudade, depois preocupado, depois com raiva, e agora chateado. E eu falei muito disso tudo, disse que não queria isso, que estava estranho. Mas ninguém me ouviu. Falei qual era minha intenção. Disse que, apesar de estar vendo tudo mudando, gostaria que tudo voltasse a ser como era. Disse que minha vontade era conseguir fazer as coisas voltarem a ser como sempre foram, como deveriam ser.
Mas esse esforço partiu só de mim, não senti mais ninguém com esse espírito. O que não me surpreende, porque não é a primeira, nem segunda, nem terceira vez que tento fazer algo, que chamo pra virem junto de mim, e nada muda, ninguém se manifesta, ninguém se propõe, ninguém se esforça.
É pra isso, então, que estou aqui, agora. Pra dizer que não consigo mais. Pra mim, deu. Não vou mais despender esforços sozinho, não vou mais bater a cara na parede sozinho. Se quer, se querem, ir, vá, vão.
Infelizmente já não sou mais tudo o que costumava ser, já não represento a mesma alegria de antes, já não me esperam com tanta ansiedade (se é que ainda me esperam). Não sou mais o mesmo, não sei se me querem como antes, se ainda posso contar com o mesmo carinho... Já não sei o que de mim ainda sobrevive nestes corações pra poder dizer se meu lugar ainda é ali ou não.
Saiba que estarei aqui, porque gosto daqui, porque me sinto bem aqui. Porque aqui renasci e passei, talvez, alguns dos melhores anos da minha vida. Anos dos quais já me lembro com saudade. É a esses anos que eu me referia quando falei do meu medo de perder tudo isso, quando falei daquela sensação ruim de perda, e que eu deveria fazer alguma coisa pra não perder nada nem ninguém.
Chega de me lamentar, de insistir nisso. Estou indo embora, e não tenho ideia do que vou encontrar daqui 2 semanas, de como vou estar daqui 2 meses, de como vai ser daqui 1 ano. Também não é isso o que mais me preocupa. Sei que em 2 semanas alguém vai brigar comigo por eu não ter me preocupado, daqui 2 meses alguém vai me cobrar por que sumi, e, talvez, daqui 1 ano tudo tenha se perdido de vez.
Portanto, olhe pra trás e veja tudo que eu fiz pra nada se perder. E não estranhe se, por um tempo, não ouvir mais falar de mim.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Três tempos



Como uma doce flor de meia idade
Surpreende-me com meia-verdade
E lança sobre mim sem maldade
O mesmo olhar que me conquistou
O mesmo suspiro que me deixou
No dia em que nosso mundo acabou
Levando consigo um tom de lua-cheia
Em notas leves de semicolcheia
Ainda em meu peito gorgeia
A mesma esperança de encontrar
A vontade de te ver voltar
Mas sem nunca te encontrar
E assim sigo meu caminho
Sem rumo, sem marca, sozinho
Sem a última lembrança do nosso ninho
Sopra o vento noturnal
Como se fosse tão natural
E me traz seu cheiro sem igual
Porque me resta essa esperança
Do seu abraço, preso na lembrança
A sua silhueta, com tal semelhança
Que me olha, me deixa, e se vai
Como uma taça de vinho que cai
E espatifa, e o que sobra sobressai
De tal maneira que não sei dizer
Se pode voltar, se vai me receber
Se vou um dia voltar a te ver, te ter
Te querer, te amar, te sentir
Porque não quero mais sorrir
Pra você quando me vir
A mesma dor que ficou pra trás
Já não é a mesma que carrego, mas
Ainda sou é o mesmo quem te traz
Um amor inteiro, pra você...
Um amor profundo, porque...
Nunca mais vai me ver.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Do jeito exato que eu gosto de ouvir



primeiro de tudo, parabéns denovo denovo e denovo (já são 3)
e segundo
desculpe, mas dei uma olhada nos seus scraps
e avisa esse povo que não, vc não tá encalhado
isso se chama: opção.. escolha..
vc tá solteiro pq quer... pq tem ideais.. pq tem valor e se fosse pra namorar qualquer uma, ja tava poligamico né
e terceiro e ultimo
que vc não é feito só de sertanejo e sim de bom gosto
mesmo pq, não são todos os sertanejos q te agradam, mesmo pq tem uns bem ruizinhos e sem sentido ou melodia
e não só de fossa que vive o Bruno
é pq é na fossa que vc sabe entender as pessoas.. q culpa vc tem se elas dependem tanto de vc?
uahuahuhauha

vc nao acha q exagera mto nesses elogios?
seja sincera

não
não acho
eu nunca exagero Bruno
quer dizer.. em outras coisas as vezes..
no alcool..
na maquiagem..
huahuahuahuah
eu posso omitir, mas eu não minto
eu nunca concordei com vc só pra te fazer feliz.. mto menos qnd vc ta triste e precisa de ombro amigo..
vc sabe... eu falo a verdade
mamãe me ensinou!
sabe q q é
eu te falo a real, mano
aceita e ponto
hehehehe
curta e grossa.. rápido e indolor..
eu não quero te deseja felicidade, alegrias, sucesso.. bla bla bla
eu acho q esse tipo de coisa é mto superficial e de quem nao tem oq falar
eu acho q a felicidade não é obra do destino, vc tem q camelar mto atras pra conseguir..
alegrias vc tem diárias.. vc é uma pessoa alegre.. vc faz as pessoas serem alegres
e não adianta eu te desejar, pq eu não mando em vc
e sucesso.. haha.. convenhamos.. vc já é bem sucedido
e vc que constrói.. e tá fazendo direitinho até agora.. vc tá super no caminho.. então quem sou eu pra ousar desejar sucesso diferente do q vc ja tem?
eu rezo por vc, mas eu não peço pra Deus que te dê td oq vc me fala que quer.. vc quer sair de São Paulo.. vc quer viajar o mundo.. quer ir pra França mais uma vez.. quer encontrar alguém q te faça ser feliz e autentico..
eu só peço que ele faça a vc o q ele achar necessario e no tempo dele
e as vezes, o q ele prepara pra vc é mto mais importante e mais ousado do q tudo isso q vc quer ou tem no papel ou na mente..
então eu só peço que ele ilumine teu caminho pra vc continuar essa pessoa que a tia Cleo já educou mto bem
heheheheh

Saudade de você



No corpo o perfume preto e prata. No rádio, uma música que me lembra um tempo bom. Na cabeça, a sua imagem, que por muito tempo foi o perfume que eu mais gostava. Você, que era a música do melhor tempo da minha vida. E hoje já tão distante, nem sabe que penso naqueles anos com saudade, nem sabe como dói ver e sentir aquele castelo desmanchando, pedra a pedra, dia a dia, esvaindo-se da minha vida de forma gradual, lenta e saudosista. Esvaziando minha vida do melhor de que ela era feita. Assim, o tempo leva a melodia e os acordes das melhores risadas que dei, dos encontros mais esperados, e das palavras mais doces que alguém me fez ouvir.
A saudade dói demais, e a lembrança é tão grande que estas linhas não conseguem trazer um mínimo de esperança de que as coisas voltem a ser nem mesmo próximas do que já foram.
Esta noite eu te queria aqui. Hoje eu queria pelo menos um telefonema, queria poder ouvir sua voz perto de mim mais uma vez. Queria ouvir de você o que tem pensado, o que tem feito. Que tem pensado em mim, e que tem feito de tudo pra encurtar essa distância. Que também tem saudade, que também lembra de tudo com muita saudade. Que não gostaria que as coisas tivessem chegado a esse ponto.
Então, se você estiver lendo, saiba que esse texto é pra você. Se conseguir sentir minha voz sussurrando em oração em algum canto vazio do seu coração, entenda que a sua ausência causa um vazio irreparável na minha existência. Tem um prato a mais na mesa, e minha felicidade nunca mais foi a mesma sem você.
Por favor, não feche os olhos tão cedo, hoje. Eu preciso ver seus olhos me olhando, ouvir seu sorriso se abrindo, como no nosso primeiro encontro, e te ver correndo pra me abraçar, como nos nossos primeiros reencontros.
Então volte, porque eu ainda estou te esperando, pra vivermos nossa vida como era, como sempre foi, como deveria ser.
Você já me presenteou com coisas incríveis, mas nesse meu aniversário o melhor presente que você poderia me dar é se fazer presente na minha vida e nunca mais sair.