Às vezes......o mesmo vento que levou alguém muito especial traz alguém muito especial. Não que as pessoas sejam substituíveis, mas é preciso continuar a vida.
...pessoas especiais causam dor e derrubam a gente. A queda é tão grande que cair de joelhos e lamentar é tudo o que sobra.
...a dor é tão insuportável que até cair e chorar dói por dentro, e ver como o mundo ficou só piora tudo.
...o amor é tão grande que, acostumar com um coração batendo sozinho, leva tanto tempo que seria melhor que parasse de uma vez.
Chegam as horas das dores. Dores de quando se acabam os amores. É muito difícil encarar uma despedida, um fim de tarde que traz muitas lágrimas e um aperto muito forte no peito. Sem entender direito o que está acontecendo, apesar de saber exatamente o que aconteceu.
Chega a hora de escolher um caminho. É uma escolha difícil. Mas é muito mais difícil quando o caminho é traçado e a única opção que se tem é seguir o que lhe foi imposto. Especialmente quando o que se queria era o outro lado da estrada.
Chega uma hora em que perdemos toda a fé, toda a força, toda a esperança para continuar. E é justamente nessa hora que precisamos de toda a fé, toda a força e toda a esperança para podermos continuar.
Chega uma hora em que continuar é uma dúvida. Continuar sozinho, sentindo por dentro a dor da solidão que não passa, e a vida não dá opção para escolher se vamos continuar assim ou não, nem até quando isso vai durar. Continuar acompanhado, se é o fim, quando tutto finisce, a incerteza do amanhã, e até do hoje, se haverá um sorriso, se tudo estará aqui no próximo encontro, se o próximo encontro é, na verdade, uma despedida. Continuar com os sonhos, sem saber se todas as partes do sonho ainda vão existir quando acordar amanhã de manhã, ou se a memória vai esquecer alguma coisa essa noite. Ou alguém. Se a noite for escura demais, e nenhuma estrela vier avisar que essa noite não tem luar, e seguir sozinho, ou encarar o vento frio na espera eterna da volta, da saudade que não passa, que ninguém tira, que nenhum texto consegue aliviar.
É quando se confia, e essa confiança não vale a pena, quando se declara, e esse amor vem só de um lado. Acontece quando uma amizade fica com cara de começo de namoro, e quando o amor vira só um gostar da companhia. E nada mais.
É difícil ir embora, querendo ficar, é difícil dizer adeus quando o que se espera é um abraço de reencontro. É duro ver um sorriso de despedida dizendo "eu nunca vou te esquecer", quando o que se quer é uma madrugada inteira começando por "eu tava morrendo de saudade de você".
Talvez amanhã os quadros da minha parede não estejam mais aqui, e as minhas caixas com as provas do meu passado sejam finalmente destruídas. Talvez as pessoas sumam, quem diz gostar muito de mim eu nunca mais veja. Talvez ganhar um carinho amanhã seja muito caro. Por isso guardo na memória esses tempos bons enquanto eles ainda existem, e os que já estão guardados, porque sei que de lá não vão sair, vão viver pra sempre com as mesmas cores e serão sempre pelo menos uma boa lembrança, uma saudade gostosa de sentir. Porque o que eu sinto não está em nada que se possa pegar ou ver. Não está em uma pessoa, num blog, numa fotografia. O que eu sinto está no tempo. No tempo que eu esperei por você.
...pessoas especiais causam dor e derrubam a gente. A queda é tão grande que cair de joelhos e lamentar é tudo o que sobra.
...a dor é tão insuportável que até cair e chorar dói por dentro, e ver como o mundo ficou só piora tudo.
...o amor é tão grande que, acostumar com um coração batendo sozinho, leva tanto tempo que seria melhor que parasse de uma vez.
Chegam as horas das dores. Dores de quando se acabam os amores. É muito difícil encarar uma despedida, um fim de tarde que traz muitas lágrimas e um aperto muito forte no peito. Sem entender direito o que está acontecendo, apesar de saber exatamente o que aconteceu.
Chega a hora de escolher um caminho. É uma escolha difícil. Mas é muito mais difícil quando o caminho é traçado e a única opção que se tem é seguir o que lhe foi imposto. Especialmente quando o que se queria era o outro lado da estrada.
Chega uma hora em que perdemos toda a fé, toda a força, toda a esperança para continuar. E é justamente nessa hora que precisamos de toda a fé, toda a força e toda a esperança para podermos continuar.
Chega uma hora em que continuar é uma dúvida. Continuar sozinho, sentindo por dentro a dor da solidão que não passa, e a vida não dá opção para escolher se vamos continuar assim ou não, nem até quando isso vai durar. Continuar acompanhado, se é o fim, quando tutto finisce, a incerteza do amanhã, e até do hoje, se haverá um sorriso, se tudo estará aqui no próximo encontro, se o próximo encontro é, na verdade, uma despedida. Continuar com os sonhos, sem saber se todas as partes do sonho ainda vão existir quando acordar amanhã de manhã, ou se a memória vai esquecer alguma coisa essa noite. Ou alguém. Se a noite for escura demais, e nenhuma estrela vier avisar que essa noite não tem luar, e seguir sozinho, ou encarar o vento frio na espera eterna da volta, da saudade que não passa, que ninguém tira, que nenhum texto consegue aliviar.
É quando se confia, e essa confiança não vale a pena, quando se declara, e esse amor vem só de um lado. Acontece quando uma amizade fica com cara de começo de namoro, e quando o amor vira só um gostar da companhia. E nada mais.
É difícil ir embora, querendo ficar, é difícil dizer adeus quando o que se espera é um abraço de reencontro. É duro ver um sorriso de despedida dizendo "eu nunca vou te esquecer", quando o que se quer é uma madrugada inteira começando por "eu tava morrendo de saudade de você".
Talvez amanhã os quadros da minha parede não estejam mais aqui, e as minhas caixas com as provas do meu passado sejam finalmente destruídas. Talvez as pessoas sumam, quem diz gostar muito de mim eu nunca mais veja. Talvez ganhar um carinho amanhã seja muito caro. Por isso guardo na memória esses tempos bons enquanto eles ainda existem, e os que já estão guardados, porque sei que de lá não vão sair, vão viver pra sempre com as mesmas cores e serão sempre pelo menos uma boa lembrança, uma saudade gostosa de sentir. Porque o que eu sinto não está em nada que se possa pegar ou ver. Não está em uma pessoa, num blog, numa fotografia. O que eu sinto está no tempo. No tempo que eu esperei por você.


























