Ouvi sua voz gritando e acordei correndo.
É só o som dos meus tristes ais. É só isso, nada mais.

Te procurei por toda parte, na bagunça instalada em minha casa. Nada está como eu deixei, na última vez em que estive aqui.
Passei por lugares onde estivemos, e o silêncio tomou o lugar de onde antes tinha muitas risadas em voz alta. Eu vi o nosso banco vazio, e as palavras que entalhamos na madeira com a chave de casa, e lembrei da sua mão no meu cabelo, e a promessa de que tudo seria para sempre, sem se importar que o pra sempre nunca dura pra sempre.
Eu vi os faróis vermelhos, e um outro carro parado no meio da rua, exatamente no lugar em que estivemos parados naquele dia, ouvindo seu DVD, na música que eu mais gosto, e você me dando um sorriso aberto, um sorriso incerto, como se a incerteza do recomeço tivesse ido embora, e continuar a vida fosse só uma questão do semáforo abrir e eu acelerar rumo ao seu coração.
Tinha também aquela nuvem branca, e eu lembrei da poeira levantada pelos pneus naquele dia, naquela noite de chuva, escura, e o barro batendo na lataria. E o dia de amanhã que nunca aconteceu.
Depois disso, o que eu lembro é de estar escrevendo e ninguém lendo.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando, Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais. Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita, E a única palavra dita foi um nome cheio de ais - é só isso e nada mais.
É só o som dos meus tristes ais. É só isso, nada mais.

Te procurei por toda parte, na bagunça instalada em minha casa. Nada está como eu deixei, na última vez em que estive aqui.
Passei por lugares onde estivemos, e o silêncio tomou o lugar de onde antes tinha muitas risadas em voz alta. Eu vi o nosso banco vazio, e as palavras que entalhamos na madeira com a chave de casa, e lembrei da sua mão no meu cabelo, e a promessa de que tudo seria para sempre, sem se importar que o pra sempre nunca dura pra sempre.
Eu vi os faróis vermelhos, e um outro carro parado no meio da rua, exatamente no lugar em que estivemos parados naquele dia, ouvindo seu DVD, na música que eu mais gosto, e você me dando um sorriso aberto, um sorriso incerto, como se a incerteza do recomeço tivesse ido embora, e continuar a vida fosse só uma questão do semáforo abrir e eu acelerar rumo ao seu coração.
Tinha também aquela nuvem branca, e eu lembrei da poeira levantada pelos pneus naquele dia, naquela noite de chuva, escura, e o barro batendo na lataria. E o dia de amanhã que nunca aconteceu.
Depois disso, o que eu lembro é de estar escrevendo e ninguém lendo.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando, Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais. Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita, E a única palavra dita foi um nome cheio de ais - é só isso e nada mais.





