Olhando pro passado tive medo, e quis fugir. Me deparei com um futuro incerto e tive mais medo ainda. Parei no segundo atual.
Sentimentos me sondam e pensamentos me perseguem como fantasmas. O tempo passa sem graça e nada tira esse medo. Do desconhecido, do incerto, do que está por vir. Ansiedade e expectativa revezam-se para me deixar apreensivo. Decisões e escolhas a serem tomadas e feitas. Por enquanto sem preciptações. Um ir e vir que não entendo...
... como um si menor transfigurado em dó maior, ou dor maior;
... como o refrão de um bolero esquecido, que embalava corações e nunca mais tocou;
... e a melodia da Jovem Guarda que não faz mais dançar seus fiéis adeptos, hoje velhos e fracos;
... as lembranças da infância, da qual nada mais existe, reafirmando que tanta coisa já passou, e tanta coisa vai passar, e tanta coisa já veio e ainda está por vir;
... ou um traço mal feito que não pode ser apagado nem corrigido;
... e o outono que passou e outras estações ocupam o espaço perdido, nunca esquecido;
... como as emoções de um coração acostumado a pulsar em sincronia com outro, sem saber como é ser só um, que de tanto bater, parou;
... ou a emoção nova que chega e me arremessa contra o cais.
E muitos outros ir-e-vir irão e virão, e muitas outras coisas vou escrever sobre isso. Assim é pra mim, é pra você, é pra todo mundo. O problema é não podermos compartilhar com ninguém essas sensações, porque ninguém viveu o que eu vivi, nem eu o que ninguém viveu. Talvez por isso o mundo seja um círculo, a forma perfeita, sem cantos, sem lados, sem lugar de fuga ou esconderijo, para nos lembrar que apesar da vida temos de continuar a viver, porque ele não vai parar e também não dá pra fugir.
E sempre se pode recriar o futuro à nossa imagem e semelhança. É só querer arriscar.
Sentimentos me sondam e pensamentos me perseguem como fantasmas. O tempo passa sem graça e nada tira esse medo. Do desconhecido, do incerto, do que está por vir. Ansiedade e expectativa revezam-se para me deixar apreensivo. Decisões e escolhas a serem tomadas e feitas. Por enquanto sem preciptações. Um ir e vir que não entendo...
... como um si menor transfigurado em dó maior, ou dor maior;
... como o refrão de um bolero esquecido, que embalava corações e nunca mais tocou;
... e a melodia da Jovem Guarda que não faz mais dançar seus fiéis adeptos, hoje velhos e fracos;
... as lembranças da infância, da qual nada mais existe, reafirmando que tanta coisa já passou, e tanta coisa vai passar, e tanta coisa já veio e ainda está por vir;
... ou um traço mal feito que não pode ser apagado nem corrigido;
... e o outono que passou e outras estações ocupam o espaço perdido, nunca esquecido;
... como as emoções de um coração acostumado a pulsar em sincronia com outro, sem saber como é ser só um, que de tanto bater, parou;
... ou a emoção nova que chega e me arremessa contra o cais.
E muitos outros ir-e-vir irão e virão, e muitas outras coisas vou escrever sobre isso. Assim é pra mim, é pra você, é pra todo mundo. O problema é não podermos compartilhar com ninguém essas sensações, porque ninguém viveu o que eu vivi, nem eu o que ninguém viveu. Talvez por isso o mundo seja um círculo, a forma perfeita, sem cantos, sem lados, sem lugar de fuga ou esconderijo, para nos lembrar que apesar da vida temos de continuar a viver, porque ele não vai parar e também não dá pra fugir.
E sempre se pode recriar o futuro à nossa imagem e semelhança. É só querer arriscar.











